Ibovespa cai com petróleo em alta e incerteza eleitoral domina pregão
O Ibovespa registrou queda acentuada nesta segunda-feira, refletindo o cenário de aversão ao risco nos mercados globais e fatores domésticos de instabilidade. O índice chegou a perder mais de 1,5% durante o pregão, caindo para a faixa dos 184 mil pontos. A sessão começou aos 187.188 pontos, mas o índice atingiu mínima intradiária de 183.941 pontos, encerrando aos 185.568,06 pontos, uma queda de 0,88%.
O petróleo foi o principal fator de pressão nos mercados internacionais. O Brent avançou cerca de 4,9%, superando US$ 108 por barril, após novos ataques contra estruturas de transporte e produção de petróleo na Arábia Saudita e no estreito de Ormuz. Embora a alta do petróleo beneficie empresas produtoras como a Petrobras, o movimento aumenta o risco de inflação global e pode dificultar a redução dos juros em diferentes economias. O receio dos investidores é de que uma interrupção mais prolongada no abastecimento eleve os custos de energia, transporte e produção.
No mercado de câmbio, a combinação entre incerteza eleitoral, petróleo mais caro e juros elevados aumentou a procura por dólar. A moeda norte-americana avançou 0,57%, sendo cotada a R$ 5,15. Os juros futuros também registraram avanço nesta sessão. O Banco Central não fará pausa e deve cortar juros a 13,25% em 2026, segundo avaliação da XP, com cenário econômico misto para a inflação, mas o comitê deve enfatizar evidências de desaceleração da atividade.
No cenário político, nova pesquisa Quaest mostrou que Flávio chega a 42% de intenção de votos e fica numericamente à frente de Lula no segundo turno. A crise no Supremo Tribunal Federal prejudica a economia e gera instabilidade no país, segundo avaliação de Durigan. Globalmente, o mercado vê aperto pelo Federal Reserve em setembro quase como certo e amplia expectativas para dezembro.
As ações da Petrobras operaram no negativo. A PETR3 perdeu 0,29%, cotada a R$ 54,36, enquanto PETR4 recuou 0,27%, a R$ 48,87. Entre as junior da Petrobras, PRIO3 recuou 0,17%, BRAV3 caiu 1,15%, enquanto RECV3 subiu 0,26%. A Vale (VALE3) atingiu a mínima do dia com queda de 3,31%, cotada a R$ 75,61.
O setor de siderurgia e mineração foi impactado pela aversão ao risco. CSN Mineração (CMIN3) caiu 4,17%, CSN (CSNA3) recuou 3,45%, Bradespar (BRAP4) perdeu 2,97% e Gerdau (GGBR4) caiu 2,76%. Direcional (DIRR3) registrou queda de 2,48%. Entre os supermercadistas, Assaí (ASAI3) caiu 1,02% e Grupo Mateus (GMAT3) recuou 0,61%, enquanto Pão de Açúcar (PCAR3) subiu 3,70%.
Os setores defensivos tiveram melhor desempenho. O setor de seguridade apresentou altas: BBSE3 subiu 1,09%, CXSE3 avançou 0,55% atingindo máxima do dia, e IRBR3 subiu 1,44%. B3 (B3SA3) se manteve no positivo com ganho de 0,12%, cotada a R$ 17,30. Hypera (HYPE3) liderou as altas do dia com +3,03%, seguida por Copasa (CSMG3) com +2,07%, Totvs (TOTS3) com +2,00%, Ambev (ABEV3) com +1,54%, Hapvida (HAPV3) com +1,49% e Fleury (FLRY3) com +1,42%.
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