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CSMG3 Companhia de Saneamento de Minas Gerais

R$ 54,73
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Sobre a empresa

A Copasa, sigla para Companhia de Saneamento de Minas Gerais, é uma empresa pública de economia mista controlada pelo governo do estado de Minas Gerais e listada na B3 sob o ticker CSMG3. Sua atividade principal consiste na prestação de serviços de abastecimento de água tratada e de coleta e tratamento de esgoto sanitário, atendendo municípios distribuídos por todo o estado de Minas Gerais. A empresa opera por meio de concessões municipais, fornecendo seus serviços tanto a clientes residenciais quanto a clientes comerciais, industriais e do poder público. Além do saneamento básico convencional, a Copasa também atua em segmentos complementares como o serviço de gás canalizado, por meio de subsidiárias, ampliando seu portfólio de utilidades públicas. A Copasa é uma das maiores empresas de saneamento do Brasil, sendo referência no setor dentro do estado mineiro, onde atende a uma parcela expressiva da população urbana de centenas de municípios. Sua relevância estratégica está diretamente ligada ao papel essencial que desempenha na saúde pública e na qualidade de vida das comunidades atendidas, sendo responsável por garantir acesso à água potável e ao tratamento adequado de efluentes. Com a evolução do marco legal do saneamento no Brasil, a empresa tem buscado adaptar sua estrutura operacional e ampliar seus índices de cobertura, especialmente no que se refere ao tratamento de esgoto, área que ainda representa um importante desafio para o setor como um todo no país.

Dados do Dia
Abertura
R$ 55,49
Máxima
R$ 55,49
Mínima
R$ 53,90
Volume
3.079.400
Máx 52 semanas
R$ 67,82
Mín 52 semanas
R$ 28,95
Market Cap
R$ 20,93B
Indicadores Fundamentalistas
P/L
00,00
P/VP
00,00
DY 12m
00,00
EPS
00,00
ROE
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Marg. Liq.
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Análise de Companhia de Saneamento de Minas Gerais (CSMG3)

Empresa perene em setor essencial com receita crescente, mas FCF negativo, alavancagem elevada e crescimento de lucro negativo limitam a tese no momento atual, especialmente frente ao custo de oportunidade da Selic a 14,25%.

Leitura: Ativo interessante, mas exige cautela

A Copasa (CSMG3) apresenta fundamentos operacionais razoáveis: ROE de 15,5%, margem líquida de 16,1% e histórico de lucros consistentes em 10 anos. Os pontos de atenção centrais são o FCF negativo de R$ -57,6 mi, a dívida de 1,24x o PL em ambiente de juros altos e o crescimento de lucro negativo em -2,8%, que tornam o perfil risco-retorno desafiador para quem busca renda imediata ou crescimento. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor, com especial atenção à evolução tarifária e à trajetória de desalavancagem.

Qualidade dos fundamentos de CSMG3

As notas dos scorers refletem perfil dividido: Greenblatt (77) destaca Earnings Yield elevado de 24,1% e ROIC de 10,3%, sinalizando geração de valor operacional; Barsi (66) e Buffett (62) reconhecem a perenidade do setor e a consistência de lucros, mas ambos penalizam a alavancagem de 1,24x. Lynch (17) reflete crescimento de lucro negativo em -2,8% e ausência de PEG calculável, incompatível com tese de crescimento. Piotroski F-Score 3/9 indica qualidade contábil ainda fraca apesar de melhorias pontuais. Fatores destaca Momentum no percentil 99, contrastando com posição de Valor no percentil 25, sugerindo que o mercado já precificou parte das expectativas positivas.

Receita cresceu de R$ 5,9 bi em 2021 para R$ 8,3 bi em 2025, expansão consistente de aproximadamente 41% no período. O crescimento mais recente de receita foi de 3,96%, ritmo moderado.

Dívida total de R$ 10,85 bi representa 1,24x o patrimônio líquido, nível elevado e ponto de atenção relevante para um setor capital-intensivo como saneamento.

Vantagem competitiva (Moderado-Estrutural): Concessão de saneamento em Minas Gerais confere barreira regulatória e monopólio natural na área de atuação. A dependência de renovações contratuais e regulação tarifária limita a amplitude do moat.

Dividendos: DY de 3,0% com histórico de pagamento em todos os 7 anos disponíveis, porém o FCF negativo de R$ -57,6 mi indica que os dividendos estão sendo sustentados pelo resultado contábil e não pela geração de caixa livre, o que merece monitoramento.

Valuation de CSMG3

Sob o múltiplo atual de P/L 17,8x, o preço de R$ 63,56 parece razoavelmente precificado em relação ao LPA de R$ 3,57. O Earnings Yield de 24,1% (EBIT/EV) sinalizado pelo Greenblatt sugere que, na ótica operacional, há potencial de valor, mas o FCF negativo e o crescimento de lucro negativo moderam o entusiasmo.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 53,61 a R$ 71,48.

O intervalo acima é meramente ilustrativo, calculado sobre múltiplos de LPA disponíveis no dossiê, sem DCF completo por ausência de premissas de WACC e perpetuidade. Não representa valor intrínseco definitivo e a decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Riscos de CSMG3

  • FCF negativo de R$ -57,6 mi indica que a empresa consome mais caixa do que gera livremente, limitando margem de segurança para dividendos e amortização de dívida.
  • Alavancagem de 1,24x dívida/PL em ambiente de Selic a 14,25% aumenta o custo financeiro e pode pressionar o lucro líquido.
  • Crescimento de lucro negativo em -2,8% contrasta com crescimento de receita positivo de 3,96%, sugerindo compressão de margens ou aumento de despesas financeiras.
  • Momentum no percentil 99 sugere que o mercado já antecipou parte das expectativas positivas, reduzindo margem de segurança para novos entrantes.
  • Dependência de concessão estadual: qualquer alteração regulatória ou não renovação contratual representa risco estrutural relevante.

Com Selic em 14,25% e CDI em 14,15%, o custo de oportunidade da renda fixa é elevado. A dívida total de R$ 10,85 bi torna a Copasa (CSMG3) sensível a ciclos de alta de juros, que encarecem o serviço da dívida e comprimem múltiplos de empresas alavancadas.

Saneamento é setor de baixa ciclicidade: demanda por água e esgoto é relativamente inelástica. A principal fonte de variabilidade são as revisões tarifárias regulatórias e investimentos compulsórios de concessão.

Em cenário recessivo, a receita tende a ser mais estável que a média do mercado pela essencialidade do serviço. O risco maior seria aperto de crédito elevando o custo de refinanciamento da dívida de R$ 10,85 bi.

Resultados e o que acompanhar em CSMG3

Receita cresceu de R$ 5,89 bi (2021) para R$ 8,33 bi (2025), expansão consistente. O lucro líquido saiu de R$ 537,6 mi (2021) para R$ 1,41 bi (2025), com queda em 2022 (R$ 843,4 mi) seguida de recuperação, indicando volatilidade intermediária. A margem líquida corrente é de 16,1% sobre receita de R$ 8,40 bi.

  • Evolução do FCF: recuperação para território positivo seria sinal relevante de melhora na qualidade dos lucros.
  • Crescimento de lucro líquido: reversão do -2,8% atual é condição para tese mais construtiva.
  • Nível de alavancagem (dívida/PL): redução abaixo de 1,0x seria ponto de inflexão positivo.
  • DY efetivo: acompanhar se os proventos de 2026 (R$ 0,85 parcial até a data de coleta) evoluem para patamar próximo aos R$ 2,64 a R$ 2,65 pagos em 2023-2025.

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: se o ciclo de revisão tarifária resultar em reajustes acima da inflação (IPCA em 4,64%), e a empresa conseguir reduzir o capex suficientemente para tornar o FCF positivo, a combinação de receita crescente e desalavancagem gradual poderia sustentar expansão de margem e melhora no F-Score.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se os juros permanecerem elevados por período prolongado e o crescimento de lucro continuar negativo, a pressão sobre o serviço da dívida de R$ 10,85 bi pode reduzir ainda mais o lucro líquido, deteriorando o DY e o ROE de 15,5%.

Para qual perfil CSMG3 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor de renda com foco em setores perenes e tolerância a DY moderado (3,0%), disposto a aceitar alavancagem elevada em troca de previsibilidade de receita., Investidor de longo prazo que busca exposição a infraestrutura essencial e aceita baixo crescimento de lucro no curto prazo aguardando ciclos tarifários mais favoráveis.

Horizonte sugerido: Longo prazo (acima de 3 anos), dado o ritmo de crescimento lento e a necessidade de ciclos tarifários para destravar valor.

Satélite ou posição complementar em carteiras voltadas a dividendos e infraestrutura, não como posição core dado o FCF negativo e o crescimento de lucro ainda negativo.

Com CDI a 14,15% e Selic a 14,25%, o DY de 3,0% da CSMG3 é consideravelmente inferior à renda fixa isenta de risco. A tese de investimento precisaria apoiar-se em potencial de valorização do papel e crescimento futuro de dividendos, não no carrego atual de proventos.

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