IPCA registra deflação de 0,32% em agosto; primeira queda desde junho de 2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11). O resultado representou uma queda de 0,39 ponto percentual em relação aos 0,07% registrados em julho, marcando a primeira deflação do índice desde junho de 2025.
O desempenho surpreendeu positivamente as expectativas do mercado. A mediana das estimativas apurada pelo Broadcast apontava para um recuo de 0,29% em agosto. No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,22%, dentro do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 3% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A mediana do mercado para o período de 12 meses indicava alta de 4,26%.
Três grupos lideraram a queda de preços em agosto. O grupo de Habitação apresentou a maior redução, com queda de 1,87%, menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real. A energia elétrica residencial foi o principal driver dessa queda, recuando 7,63% no mês em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, com contribuição de 0,33 ponto percentual ao índice geral. O grupo de Transportes registrou a segunda maior queda, de 0,86%, refletindo redução de 13,17% nas passagens aéreas e 0,91% nos combustíveis. Neste último, o etanol caiu 3,95%, o óleo diesel recuou 0,80% e a gasolina diminuiu 0,59%. Alimentação e bebidas apresentou deflação de 0,34%, revertendo a trajetória de julho quando havia subido 0,67%.
No segmento de alimentação no domicílio, as principais quedas ocorreram em itens da cesta básica. A batata inglesa liderou as reduções com queda de 19,89%, seguida por cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%) e tomate (-10,94%). Ovo de galinha recuou 4,15% e café moído diminuiu 1,86%.
Na contramão da deflação, alguns grupos apresentaram altas. Despesas pessoais registrou o maior aumento, de 1,30%, enquanto Vestuário variou 0,12%. Educação também mostrou movimento positivo com variação de 0,47%, e Artigos de residência avançou 0,64%. Saúde e cuidados pessoais também apresentou alta, de 0,23%.
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