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VALE3 Vale S.A.

R$ 74,01
▲ R$ 1,16 (1,59%)
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Sobre a empresa

A Vale é uma das maiores empresas de mineração do mundo, com sede no Brasil e operações espalhadas por diversos continentes. Fundada no século XX e originalmente constituída como uma estatal brasileira, passou por um processo de privatização e se consolidou como uma companhia de capital aberto, sendo negociada na B3 sob o ticker VALE3, além de ter presença em bolsas internacionais. Sua principal atividade é a extração e o processamento de minério de ferro, produto que representa a maior parte de sua receita e é destinado principalmente à indústria siderúrgica global, com destaque para clientes na China, Europa e demais regiões asiáticas. Além do minério de ferro, a Vale atua na produção de pelotas, que são um insumo de maior valor agregado utilizado na fabricação do aço, bem como na mineração de níquel, cobre e outros minerais metálicos, diversificando seu portfólio de produtos. A empresa possui uma vasta infraestrutura logística própria, que inclui ferrovias, terminais portuários e navios, estrutura essencial para escoar a enorme produção de suas minas, localizadas principalmente no Brasil, em estados como Minas Gerais e Pará. No segmento de metais básicos, o níquel produzido pela Vale é utilizado em aplicações industriais diversas, incluindo a fabricação de aços inoxidáveis e, mais recentemente, em baterias para veículos elétricos, segmento em crescimento global. Pela sua escala de produção, pela relevância de seus produtos para a cadeia global do aço e pela sua presença em mercados estratégicos, a Vale é considerada um dos pilares do setor de mineração metálica no mundo e uma das empresas de maior peso na bolsa de valores brasileira.

📊
Página Oficial
Relacionamento com Investidores
vale.com
Dados do Dia
Abertura
R$ 73,42
Máxima
R$ 74,69
Mínima
R$ 73,18
Volume
14.780.100
Máx 52 semanas
R$ 91,62
Mín 52 semanas
R$ 52,37
Market Cap
R$ 303,71B
Indicadores Fundamentalistas
P/L
00,00
P/VP
00,00
DY 12m
00,00
EPS
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ROE
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Marg. Liq.
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Análise de Vale S.A. (VALE3)

VALE3 combina escala e histórico de dividendos com alta ciclicidade, lucros em queda acentuada e múltiplos que só se justificam com recuperação do ciclo de minério.

Leitura: Ativo interessante, mas exige cautela

Os scorers revelam um ativo dividido: Barsi e Graham reconhecem tamanho e yield, enquanto Buffett, Lynch e Greenblatt penalizam a qualidade dos lucros e o retorno sobre capital. Com CDI em 14,4% superando o DY de 7,0% e o lucro 2025 em mínima recente, a tese depende fundamentalmente de uma recuperação do preço do minério e da margem operacional, o que configura aposta cíclica, não tese de qualidade. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Qualidade dos fundamentos de VALE3

Notas agregadas resultam em 48,4 (Longo Prazo Neutro), 40 (Oportunidade Venda) e 62 (Dividendos Neutro). Graham (63) reconhece tamanho e dividend yield, mas aponta P/VP e dívida elevados. Buffett (35) penaliza ROE de 7,2%, margem líquida de 6,4% e lucros voláteis. Lynch (17) é o mais crítico: queda de lucro de 54,3% inviabiliza o PEG. Barsi (78) valoriza histórico de pagamento em 7 anos consecutivos, porém ressalva o setor não-perene. Piotroski F-Score 6/9 indica situação financeira razoável, não excelente. Greenblatt (38) penaliza ROIC de 8,3% e earnings yield de 6,2% em universo competitivo. Fatores (42) destacam momentum forte (percentil 85) e baixa volatilidade relativa (percentil 75), mas valor (percentil 18) e qualidade (percentil 33) são fracos.

Receita praticamente estável nos últimos anos disponíveis (R$ 208 bi em 2023, R$ 206 bi em 2024, R$ 214 bi em 2025), sem crescimento expressivo. Crescimento de receita recente de 1,6% confirma estagnação do topo de linha.

Dívida total de R$ 194,7 bi contra patrimônio resulta em dívida/PL de 1,02, acima de 1x. Piotroski aponta alavancagem caindo, o que é positivo, mas o nível absoluto ainda é elevado para um setor cíclico.

Vantagem competitiva (Estreito a moderado): Vale (VALE3) possui escala de produção e acesso a reservas minerais relevantes, mas opera em commodity sem diferenciação de produto. Preço recebido é ditado pelo mercado global de minério de ferro, limitando o poder de precificação.

Dividendos: DY atual de 7,0% é atrativo, mas o lucro líquido caiu de R$ 96 bi em 2022 para R$ 11,8 bi em 2025, comprimindo a base de geração. Dividendos pagos em 2026 (R$ 3,58/ação) já refletem essa redução em relação aos anos anteriores.

Valuation de VALE3

Sob as premissas de múltiplos, o preço atual de R$ 81,16 está acima do Número de Graham de R$ 42,00, sugerindo prêmio relevante na abordagem conservadora. A normalização do lucro, caso ocorra, pode reduzir o P/L efetivo para patamares menos elevados.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 42,00 a R$ 81,16.

Este intervalo é meramente indicativo, baseado nos múltiplos do dossiê. Valuation de commodities depende fortemente do preço do minério de ferro, que não consta no dossiê. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Riscos de VALE3

  • Queda de 54,3% no lucro recente indica ciclo operacional desfavorável, com riscos de nova compressão caso preços de minério recuem.
  • Dívida/PL de 1,02 em setor cíclico aumenta o risco em períodos de geração de caixa reduzida (FCF de R$ 9,2 bi frente a dívida de R$ 194,7 bi).
  • DY de 7,0% abaixo da Selic de 14,5% enfraquece o argumento de renda, especialmente considerando a volatilidade histórica dos proventos (de R$ 16,84/ação em 2021 a R$ 3,58 em 2026).
  • ROE de 7,2% e margem líquida de 6,4% são baixos para justificar múltiplo de P/L acima de 22x em abordagem fundamentalista estrita.
  • Momentum em percentil 85 pode refletir movimento especulativo, não melhora estrutural dos fundamentos.

Com Selic em 14,5% e CDI em 14,4%, o custo de oportunidade da renda fixa é elevado. O DY de 7,0% fica abaixo do CDI, reduzindo a atratividade relativa para investidores de renda.

Setor de mineração é altamente cíclico: lucro caiu de R$ 121 bi em 2021 para R$ 11,8 bi em 2025, queda de mais de 90%. Receita e margens dependem do preço global do minério de ferro.

Em cenário recessivo global, demanda por aço e minério de ferro tende a cair, pressionando receita e margens. O histórico de 2025 (margem líquida de 6,4%) já ilustra o impacto de um ciclo desfavorável.

Resultados e o que acompanhar em VALE3

Lucro líquido caiu de R$ 121,3 bi (2021) para R$ 11,8 bi (2025), trajetória de forte deterioração. Receita oscilou entre R$ 206 bi e R$ 293 bi no período, sem tendência clara de crescimento.

  • Evolução do lucro líquido e recuperação da margem líquida (atualmente 6,4%)
  • Geração de FCF e evolução da alavancagem (dívida/PL de 1,02)
  • Nível de dividendos declarados por ação e cobertura pelo lucro
  • ROIC (atualmente 8,3%) frente ao custo de capital implícito

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: caso o preço do minério de ferro se recupere e o lucro retorne ao patamar de R$ 30-40 bi, o P/L efetivo cairia para a faixa de 8x a 11x, tornando o múltiplo mais compatível com abordagens de valor.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se o ciclo de minério permanecer deprimido e o lucro ficar próximo ao nível de 2025 (R$ 11,8 bi), o P/L de 22,3x seria difícil de sustentar, com potencial pressão sobre o preço da ação e sobre a capacidade de manutenção de dividendos.

Para qual perfil VALE3 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor com tolerância a alta volatilidade e visão de longo prazo em commodities, Investidor que já tem renda fixa como base e busca exposição tática a ciclos de minério

Horizonte sugerido: Longo prazo (acima de 3 a 5 anos), dado que o ciclo de commodities pode demorar a se reverter.

Satélite: adequada como exposição temática a commodities e ao ciclo chinês, não como posição central de portfólio.

Com CDI em 14,4% e DY atual de 7,0%, a renda fixa oferece retorno superior sem risco de volatilidade de lucro ou de preço de commodity. A tese de VALE3 precisaria incorporar expectativa de valorização de preço ou recuperação de dividendos para competir com o CDI no curto prazo.

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