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PETR3 Petroleo Brasileiro SA

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Sobre a empresa

A Petróleo Brasileiro S.A., conhecida como Petrobras, é uma empresa de capital misto controlada pelo governo federal brasileiro, com ações negociadas na B3 sob o ticker PETR3, entre outros. Fundada em meados do século XX por iniciativa estatal, a companhia atua em toda a cadeia do setor de energia, com foco principal na exploração e produção de petróleo e gás natural, especialmente em águas profundas e ultraprofundas, segmento no qual se tornou referência mundial em tecnologia e capacidade operacional. Suas operações abrangem desde a prospecção de reservas até o refino, transporte, distribuição e comercialização de derivados de petróleo, como gasolina, diesel, querosene de aviação, nafta petroquímica e gás liquefeito de petróleo (GLP). A Petrobras ocupa posição central na matriz energética brasileira e é uma das maiores empresas da América Latina por valor de mercado e volume de produção. A companhia opera refinarias distribuídas pelo território nacional, responsáveis pelo processamento do petróleo bruto e pela oferta de combustíveis e insumos ao mercado interno, atendendo tanto clientes industriais quanto distribuidores e, indiretamente, o consumidor final. Internacionalmente, a empresa também mantém operações e projetos em outros países, ainda que sua presença mais expressiva seja no Brasil, especialmente nas bacias sedimentares do pré-sal, cujas reservas volumosas impulsionaram significativamente a produção nacional de petróleo nas últimas décadas.

📊
Página Oficial
Relacionamento com Investidores
ri.petrobras.com.br
Dados do Dia
Abertura
R$ 46,35
Máxima
R$ 46,36
Mínima
R$ 45,03
Volume
11.393.100
Máx 52 semanas
R$ 56,14
Mín 52 semanas
R$ 30,96
Market Cap
R$ 556,14B
Indicadores Fundamentalistas
P/L
00,00
P/VP
00,00
DY 12m
00,00
EPS
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ROE
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Marg. Liq.
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Análise de Petroleo Brasileiro SA (PETR3)

Empresa de escala gigante com múltiplos baixos e dividendos consistentes, mas ciclicidade elevada, dívida relevante e ambiente de juros altos exigem cautela no dimensionamento da posição.

Leitura: Bom negócio, mas preço importa

Petrobras (PETR3) apresenta fundamentos sólidos na leitura de valor (Graham 85, Barsi 79, Buffett 79) e qualidade operacional acima da média (Piotroski F-Score 7/9, ROE 24,3%), negociada a P/L 5,2 e P/VP 1,27. O principal ponto de atenção é a combinação de dívida elevada (1,52x PL), ciclicidade pronunciada do lucro líquido e custo de oportunidade da Selic a 14,5%, que torna a comparação com renda fixa desfavorável no curto prazo. A decisão de alocação depende do perfil, horizonte e tolerância à volatilidade de cada investidor.

Qualidade dos fundamentos de PETR3

As notas dos scorers variam de 59 (Lynch) a 85 (Graham): Graham e Barsi valorizam o P/L de 5,2, P/VP de 1,27 e o histórico de dividendos; Buffett e Piotroski reconhecem ROE de 24,3% e F-Score 7/9, mas penalizam a dívida elevada (1,52x PL); Lynch penaliza o crescimento de lucro de 121,7% por ser volátil e pouco sustentável; Greenblatt e Fatores indicam empresa de valor e qualidade acima da mediana. O risco 6/10 reflete alavancagem elevada, ciclicidade setorial, risco de intervenção de preços e variação de -5,3% no dia da coleta.

Receita oscilou entre R$ 452,7 bi (2021) e R$ 641,3 bi (2022), com leve compressão em 2023-2025 (R$ 497,5 bi em 2025). A variação anual de receita está em +0,37%, indicando estabilidade sem crescimento expressivo.

Dívida total de R$ 676,9 bi com relação Dívida/PL de 1,52, nível elevado porém EBITDA de R$ 230,9 bi oferece cobertura relevante. O Piotroski aponta alavancagem em queda, o que é um sinal positivo de tendência.

Vantagem competitiva (Moderado-Estrutural): Escala gigantesca (market cap de R$ 562,5 bi), ativos de pré-sal de baixo custo de extração e posição de monopólio natural em refino doméstico conferem vantagem competitiva. Contudo, interferência governamental e ciclicidade do petróleo limitam a durabilidade do fosso.

Dividendos: DY de 5,0% com pagamento em 7 dos últimos 7 anos e FCF de R$ 80,7 bi sustentam os proventos, mas os dividendos caíram de R$ 15,09/ação em 2022 para R$ 3,30 em 2025, refletindo a queda do lucro líquido no mesmo período.

Valuation de PETR3

Sob P/L atual de 5,2 e LPA de R$ 8,35, o preço de R$ 43,74 situa-se dentro do intervalo de múltiplos históricos da companhia. O Número de Graham de 6,6 (conforme a lente Graham do dossiê) sugere desconto relevante frente ao valor patrimonial ajustado.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 38,00 a R$ 54,00.

Este intervalo é estimativa educacional baseada exclusivamente em múltiplos presentes no dossiê. Não constitui preço-alvo e não incorpora projeções de resultados futuros, variações do Brent ou decisões de política de dividendos.

Riscos de PETR3

  • Interferência governamental na política de preços de combustíveis pode comprimir margens sem aviso prévio.
  • Dívida/PL de 1,52 em ambiente de Selic a 14,5% eleva custo financeiro e limita margem de segurança.
  • Queda expressiva dos dividendos por ação de R$ 15,09 (2022) para R$ 3,30 (2025) indica dependência do ciclo de commodity.
  • Variação de -5,3% no dia da coleta aponta volatilidade pontual elevada, exigindo atenção ao timing de entrada.
  • Crescimento de lucro de 121,7% (LTM) sinalizado pela lente Lynch como frágil: base de comparação baixa de 2024 distorce a métrica.

Com Selic em 14,5% e CDI em 14,4%, o custo de oportunidade da renda fixa pressiona múltiplos de ativos de risco. A dívida de R$ 676,9 bi é sensível a elevações de taxa, encarecendo refinanciamento.

Setor de energia/petróleo é altamente cíclico: o lucro líquido caiu de R$ 189 bi (2022) para R$ 37 bi (2024) e se recuperou para R$ 110,6 bi (2025), evidenciando oscilação severa ligada ao preço do Brent e câmbio.

Em recessão global, a queda da demanda por petróleo comprime receita e margens. O histórico de 2024 (lucro de R$ 37 bi vs. R$ 125 bi em 2023) ilustra a velocidade com que resultados podem deteriorar.

Resultados e o que acompanhar em PETR3

Receita oscilou entre R$ 452,7 bi (2021) e R$ 641,3 bi (2022), com compressão para R$ 490,8 bi (2024) e leve recuperação para R$ 497,5 bi (2025). Lucro líquido seguiu ciclo do petróleo: pico de R$ 189 bi em 2022, vale de R$ 37 bi em 2024 e recuperação para R$ 110,6 bi em 2025.

  • Evolução do FCF (R$ 80,7 bi na coleta) como base para sustentabilidade dos dividendos
  • Relação Dívida/PL (1,52 atualmente em queda pelo Piotroski) e cobertura pelo EBITDA de R$ 230,9 bi
  • Margem líquida (21,7% na coleta) frente a variações do preço do Brent e política de preços domésticos

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: se o Brent se mantiver em patamares elevados e a política de preços de combustíveis permanecer alinhada ao mercado, a margem líquida pode se estabilizar acima de 20% e os dividendos tendem a se recuperar em relação ao patamar de 2025.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se houver controle de preços de combustíveis por pressão política ou queda acentuada do petróleo, o lucro líquido pode se aproximar do nível de 2024 (R$ 37 bi), comprimindo dividendos e pressionando o múltiplo P/L para cima.

Para qual perfil PETR3 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor de dividendos com tolerância a volatilidade de proventos e horizonte de longo prazo, Investidor de valor que aceita ciclicidade setorial em troca de múltiplos baixos (P/L 5,2 e P/VP 1,27)

Horizonte sugerido: Mínimo 3 a 5 anos, dado o caráter cíclico do setor e a necessidade de atravessar fases de compressão de lucro como a observada em 2024.

Satélite com potencial de migrar para posição core em carteiras voltadas a dividendos e valor. Não indicado como única exposição em renda variável dado o risco de concentração setorial.

Com CDI em 14,4% e DY atual de 5,0%, a renda fixa oferece retorno nominal superior sem risco de capital no curto prazo. A tese de Petrobras (PETR3) frente à renda fixa depende da valorização do papel e da recuperação dos dividendos, o que é condicional ao ciclo de commodity e à política da empresa.

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