Ibovespa recua com retomada de tensões no Oriente Médio; dólar sobe a R$ 5,18
O Ibovespa futuro (WINQ26) recuou 0,85%, aos 172.130 pontos, na abertura desta quinta-feira, às 9h, em reação à retomada das tensões no Oriente Médio e à disparada nos preços do petróleo. O contrato do Brent saiu de US$ 71 no começo da quarta-feira para US$ 77 o barril nesta quinta-feira, registrando alta de 4,57%. Já o WTI para agosto de 2026 avançou 4,47%, a US$ 73,59 o barril.
A deterioração do ambiente externo reflete a intensificação das hostilidades na região. Após relatos de ataques a três embarcações no Estreito de Ormuz, sem reivindicação de autoria de Teerã ou Washington, os Estados Unidos endureceu sua conduta. O Departamento do Tesouro americano revogou autorizações relacionadas à comercialização de petróleo iraniano, e o presidente Donald Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã "acabou". Esses movimentos intensificaram a aversão ao risco nos mercados globais.
No mercado de câmbio, o dólar à vista abriu em alta ante o real, a R$ 5,1822, com variação positiva de 0,57%, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,20%, aos 101.223 pontos.
A alta do petróleo amenizou as perdas do índice brasileiro. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) registraram ganhos significativos, com PETR3 avançando 2,65% e PETR4 subindo 1,77%, limitando a pressão geral sobre o Ibovespa. Na contramão, Vale (VALE3) caiu 2,04%, enquanto os grandes bancos também enfrentaram perdas: Santander Brasil (SANB11) recuou 2,62%, Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam em queda, com a exceção do Bradesco (BBDC3), que registrou leve alta de 0,06%.
No cenário doméstico, investidores acompanharam pesquisa de cenário eleitoral divulgada pela Meio/Ideia. A sondagem aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno da eleição presidencial. Lula registra 45% das intenções de voto, ante 40% de Flávio. Comparando com levantamento anterior, realizado em maio, Lula tinha 46,5% das intenções, enquanto Flávio apresentava 41,4%.
As atenções do mercado se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), documento que poderá oferecer novos sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.