Petróleo pressiona Petrobras e derruba Ibovespa; dólar sobe a R$ 5,06
O Ibovespa encerrou as negociações nesta segunda-feira com queda de 0,42%, aos 170.415,13 pontos. O principal índice da bolsa brasileira destoou do tom positivo observado em Wall Street no primeiro pregão da semana, perdendo força ao longo da tarde e devolvendo os ganhos registrados no início da sessão. A queda foi puxada principalmente pelo desempenho negativo da Petrobras, que detém cerca de 12% de participação no Ibovespa.
O petróleo foi o grande vilão do dia. O Brent encerrou as negociações em queda de 4,76%, a US$ 83,17 o barril, diante do otimismo em relação a uma possível abertura do Estreito de Ormuz. A Petrobras acompanhou o movimento de queda nos preços internacionais do petróleo. A ação PETR3 terminou o dia com recuo de 5,30%, a R$ 43,74, enquanto PETR4 registrou perdas de 5,15%, a R$ 39,06. A Prio também sofreu pressões significativas, liderando as perdas do Ibovespa com queda de 6,91%, a R$ 57,10.
No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0668, em alta de 0,10% em relação ao fechamento anterior. Com poucos destaques domésticos no pregão, os investidores dividiram atenção entre o desempenho do petróleo e indicadores econômicos divulgados nesta segunda-feira.
Na frente doméstica, o Banco Central divulgou as novas medianas do Boletim Focus. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 avançou pela décima quarta semana consecutiva, passando de 5,11% para 5,30%. O resultado amplia a distância em relação ao teto da meta inflacionária, que é de 4,5%, e reforça a percepção de que o processo de desinflação continua desafiador. Além disso, a projeção para a taxa Selic, juro básico brasileiro, também voltou a subir, passando de 13,50% para 13,75% para 2026.
No cenário político, uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira aponta movimento no levantamento de intenção de voto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro deixaram o empate técnico em um eventual segundo turno. Agora, o petista tem seis pontos percentuais de vantagem sobre o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula venceria com 49% a 43%, vantagem acima da margem de erro de dois pontos percentuais. Na pesquisa anterior, o placar favorável a Lula era de 47% a 43%, em empate técnico no limite da margem de erro. O levantamento também apontou manutenção da liderança de Lula nos cenários de primeiro turno.
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