Varejo, juros no Japão e dados dos EUA movem mercados nesta terça-feira
Os mercados entram nesta terça-feira em modo de espera por uma das semanas mais decisivas do ano para a política monetária global. Um dia antes da Super Quarta, a sessão traz dados relevantes de atividade econômica, com destaque para a Pesquisa Mensal de Comércio de abril, que deve nortear decisões de investidores.
A expectativa geral dos mercados é de retração no varejo no último mês de 0,7%. Ao comparar com o mesmo mês no ano anterior, a alta estimada é de 2,2%. No calendário econômico brasileiro, além do levantamento de varejo, está prevista a divulgação do IGP-10 para junho, com previsão de alta de 0,29%.
No Japão, o Banco Central elevou sua taxa básica de juros para 1%, o nível mais alto em mais de 30 anos, em linha com as expectativas de economistas consultados pela Reuters. A decisão ocorre um dia antes da definição das taxas de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, reforçando a importância da semana para as políticas monetárias globais.
No exterior, a China registrou queda nas vendas do varejo pela primeira vez em mais de três anos em maio. A produção industrial do país, por sua vez, registrou aumento de 4,5% no mesmo mês, superando as estimativas de crescimento de 4,3%. Nos Estados Unidos, está prevista a divulgação de dados sobre o início de construções e preços de importados para maio, além de informações sobre estoques de petróleo.
O Ibovespa devolveu ganhos e fechou em queda nesta segunda-feira, pressionado pelo forte recuo da Petrobras. A queda das ações da empresa foi motivada pelo recuo do petróleo no exterior, resultado do anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,42%, fechando a 170.415,13 pontos, após ter alcançado 174.228,27 pontos na máxima do dia. A volatilidade ressaltou a sensibilidade do mercado local a eventos geopolíticos internacionais e movimentos nas commodities.
No cenário político doméstico, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido para adiar o julgamento da ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é réu pela acusação de coação no curso do processo. O caso trata da articulação de Eduardo para promover tarifas contra as exportações brasileiras. O julgamento ocorre nesta terça-feira, na Primeira Turma do tribunal, formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Moraes, relator do processo.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.