Ibovespa supera 174 mil pontos e registra segunda semana consecutiva de ganhos
O Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira em alta, retomando o patamar dos 174 mil pontos após período anterior de recuo. O índice fechou com ganhos que variaram entre 0,74% e 0,84%, dependendo do ajuste final dos cálculos, alcançando entre 174.070,27 e 174.247,45 pontos. Na acumulação semanal, o principal indicador da bolsa brasileira registrou avanço entre 0,45% e 0,55%, marcando a segunda sequência semanal positiva consecutiva.
A sessão foi caracterizada por liquidez reduzida. Os mercados americanos permaneceram fechados devido ao feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos, em 4 de julho, fator que restringiu significativamente a movimentação de recursos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 11,6 bilhões antes dos ajustes finais, bem abaixo da média diária de R$ 33,9 bilhões registrada em 2026. Durante o pregão, o índice alcançou máxima de 174.664,35 pontos e mínima de 172.790,39 pontos.
Entre os papéis em destaque, Embraer avançou 2,08% após informar na véspera que entregou 65 aeronaves no segundo trimestre, representando crescimento de 7% na comparação anual. Ultrapar ganhou 3,5% e encerrou o dia no maior nível desde o fim de maio. Natura subiu 1,95% um dia após anunciar programa de recompra de até 28,6 milhões de ações, equivalente a 3,4% dos papéis em circulação.
No lado negativo, ISA Energia Brasil recuou 4,29% após anunciar que avalia realizar oferta subsequente primária de ações preferenciais estimada em R$ 650 milhões. Axia caiu 0,52%, apesar de o consórcio Olympus, formado pela companhia e pela Alupar, ter vencido os quatro projetos ofertados no leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira. As units da Alupar avançaram 0,79%.
No setor financeiro, Itaú Unibanco subiu 0,64%, acompanhando o desempenho positivo da maior parte dos bancos do índice. Banco do Brasil recuou 0,10%, com investidores repercutindo o anúncio de R$ 210 bilhões em recursos para o financiamento da safra 2026/27. Vale avançou 0,77%, apesar da fraqueza dos contratos futuros do minério.
O JP Morgan afirmou em relatório manter visão seletivamente otimista para as ações brasileiras, mantendo avaliação de compra. O banco privilegia empresas de maior qualidade com visão macroeconômica favorável, principalmente nos setores financeiro, utilidades públicas e commodities. O JP Morgan reconhece, porém, que os fluxos de capital mais fracos e as eleições de outubro representam importantes fatores de volatilidade para a bolsa brasileira.
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