Concessões de empréstimos crescem 0,2% em maio, mas crédito livre recua
As concessões de empréstimos no Brasil cresceram 0,2% em maio na comparação com abril, informou o Banco Central nesta quarta-feira. O estoque total de crédito do sistema financeiro avançou 0,6% no período, alcançando R$ 7,3 trilhões. O resultado reflete dinâmicas distintas entre os segmentos de crédito, com pressões no crédito livre compensadas pelo desempenho do crédito direcionado.
No segmento de crédito livre, onde as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, as concessões caíram 1,1% em relação a abril, totalizando R$ 620,90 bilhões. Apesar da queda mensal, o crédito livre mantém trajetória positiva acumulada, crescendo 8,5% nos últimos 12 meses. A redução mensal foi puxada principalmente pelas operações com pessoas físicas, que caíram 2,2% no mês para R$ 331,0 bilhões, embora avancem 10,3% em 12 meses. Para empresas, as concessões de crédito livre apresentaram estabilidade relativa, aumentando 0,2% na margem mensal para R$ 289,9 bilhões, com crescimento de 6,3% no período de 12 meses.
O cenário é distinto no crédito direcionado, operações que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, incluindo recursos do BNDES e da poupança. Esse segmento registrou alta significativa de 13,3% em maio na comparação com abril. O estoque de crédito direcionado aumentou 0,9% no mês, demonstrando expansão robusta desse tipo de financiamento.
No acumulado de 12 meses, o saldo total de operações de crédito cresceu 9,5%. O saldo com pessoas físicas avançou 11,2% em 12 meses, enquanto o de empresas cresceu 6,8%. Na margem mensal, o saldo das operações com pessoas físicas aumentou 0,5%, e o com empresas, 0,7%.
A taxa de inadimplência no segmento de crédito livre atingiu 6,2% em maio, acima dos 6,1% registrados em abril. Os juros cobrados nesse segmento ficaram em 49,5% ao ano, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já no crédito direcionado, os juros cobrados recuaram 0,3 ponto percentual na comparação mensal, alcançando 12,2% ao ano.
O spread bancário, que representa a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, permaneceu estável em 35,8 pontos percentuais nos recursos livres. Em relação ao PIB, o total de operações de crédito manteve-se em 55,7% na passagem de abril para maio. O Banco Central havia informado originalmente uma taxa de 55,8% em abril, mas o dado foi revisado para baixo.
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