Ibovespa recua 0,36% com temor de novas tarifas dos EUA e pesquisa eleitoral
O Ibovespa encerrou as negociações desta quarta-feira em baixa de 0,36%, aos 176.010,90 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.288,17 pontos e a máxima de 176.662,60 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 21 bilhões. O desempenho contrasta com o otimismo registrado em Wall Street, evidenciando a cautela dos investidores brasileiros diante de fatores externos.
O principal fator de pressão sobre a bolsa foi a expectativa de novas tarifas dos Estados Unidos. Segundo informações da CNN Brasil, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou nova sobretaxação a produtos brasileiros ao presidente Donald Trump. Durante a última reunião entre representantes dos dois países nesta terça-feira, o negociador americano Greer sinalizou o encerramento das negociações e reclamou da falta de empenho por parte do Brasil. O USTR também indicou um aumento da lista de exceções no novo tarifaço.
Na avaliação do analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, enquanto o tarifaço não é anunciado oficialmente, a bolsa brasileira foi impactada pela continuidade da tensão geopolítica no Oriente Médio e pela desaceleração do Produto Interno Bruto da China. O PIB chinês avançou 4,3% na taxa anualizada no segundo trimestre, a menor variação em mais de três anos, recuando ante os 5,0% dos primeiros três meses do ano.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0785, registrando alta de 0,01%. Entre os ativos que compõem o Ibovespa, o setor bancário pressionou o índice, com o Índice Financeiro terminando com baixa de 0,06%. O Itaú, que detém cerca de 8% de participação na carteira do Ibovespa, recuou 1,12%, fechando a R$ 43,14.
Em contraponto, a Vale apresentou desempenho positivo, com alta de 0,68%, fechando a R$ 74,51. A empresa detém 11% de participação do índice. O minério de ferro para setembro avançou 1,13%, alcançando US$ 112,53. Já a Petrobras, que representa cerca de 12% da carteira do índice, terminou sem direção única no pregão. O contrato mais líquido do petróleo Brent para setembro fechou com ganho de 0,26%, a US$ 84,95 o barril, na Intercontinental Exchange em Londres.
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