Inflação dos EUA, sabatina de Warsh e balanços bancários movem mercados nesta terça
A terça-feira (14) promete agitar os mercados globais com uma agenda de eventos econômicos de primeira importância. A data marca o início da temporada de balanços nos Estados Unidos, a divulgação de dados críticos de inflação e a apresentação inédita de relatórios do Federal Reserve (Fed) ao Congresso americano.
Antes da abertura dos pregões, cinco dos maiores bancos americanos divulgarão seus resultados do segundo trimestre: JPMorgan, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Bank of America. Simultaneamente, Kevin Warsh, presidente do Fed, apresentará pela primeira vez os relatórios semestrais do banco central para parlamentares no Capitólio.
No front de dados econômicos, o indicador mais aguardado é a inflação ao consumidor (CPI) de junho. A previsão aponta alta de 3,8% na base anual, com deflação esperada em relação ao mês imediatamente anterior. Este indicador é considerado um dos mais importantes da semana pelos mercados.
O contexto geopolítico também influencia as movimentações. A partir de terça-feira, o bloqueio no Estreito de Ormuz será restabelecido pela Marinha dos EUA, desta vez ao longo de toda a costa do Irã, conforme comunicado da instituição militar. O anúncio provocou novo salto nos preços do petróleo.
O petróleo WTI para agosto fechou a segunda-feira em alta de 9,42%, correspondendo a US$ 6,73, atingindo US$ 78,14 por barril após renovar o maior nível desde 17 de junho, a US$ 78,45 o barril. Já o petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou com alta de 9,59%, equivalente a US$ 7,29, chegando a US$ 83,30 o barril.
No Brasil, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã pressionou o mercado acionário. As preocupações com o transporte de energia no Estreito de Ormuz reacenderam temores que impactaram a bolsa paulista na segunda-feira. O Ibovespa caiu 1,2%, fechando em 175.739,08 pontos ao final do dia. Embora as petroleiras tenham acompanhado a alta do petróleo com movimentos firmes ao longo do dia, a pressão negativa do conflito pesou sobre o índice de referência do mercado acionário brasileiro.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.