Ibovespa fecha semana com alta de 2,71% e registra 8ª valorização consecutiva
O Ibovespa fechou a sexta-feira (28) em alta de 0,30%, aos 175.664,62 pontos, garantindo a oitava valorização consecutiva. A sessão foi marcada pela volatilidade, com o índice oscilando entre 173.893,63 e 176.420,61 pontos, e movimentação financeira de R$ 14,6 bilhões. Na semana, o principal índice da B3 avançou 2,71%, interrompendo uma sequência de três perdas semanais consecutivas e recuperando parcialmente as perdas acumuladas em agosto.
O desempenho positivo do Ibovespa ocorreu apesar da pressão provocada pelo discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, no simpósio anual de Jackson Hole. Warsh adotou tom mais duro, reforçando o compromisso do banco central norte-americano com a meta de inflação de 2% e indicando que ainda pode ser necessário agir para controlar os preços, aumentando as apostas em uma elevação dos juros dos Estados Unidos em setembro. Sua fala chegou a derrubar o índice durante o pregão, mas a menor pressão de saída de capital estrangeiro e o desempenho de ações de peso permitiram a recuperação antes do fechamento.
Petrobras foi o destaque positivo na ponta alta do Ibovespa pelo segundo dia consecutivo. As ações PETR3 subiram 1,99%, chegando a R$ 48,25, enquanto PETR4 avançou 1,99%, atingindo R$ 43,55, sendo a ação mais negociada da B3. O desempenho da estatal ocorreu apesar do petróleo, com a elevação da recomendação dos papéis da companhia de neutra para compra pelo Bradesco BBI, além da expectativa de aumento nos preços dos combustíveis após as eleições e da prorrogação do imposto sobre a exportação do petróleo por 60 dias. O setor de bancos também impulsionou os ganhos, com o Índice Financeiro (IFNC) subindo 0,81%. Por outro lado, Vale (VALE3), que detém 11% de participação no índice, caiu 0,67%, chegando a R$ 78,58. MRV (MRVE3) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa, com queda de 5,12%, cotada a R$ 5,19.
No mercado doméstico, os investidores reagiram a uma bateria de dados econômicos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho, resultado abaixo do esperado pelo mercado. O dado influenciou a ponta curta da curva de juros futuros, com leitura de que abre espaço para novos cortes na taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. A taxa de contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 bateu mínima intradia a 13,615%, ante 13,630% do fechamento anterior, logo após a divulgação do dado.
O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,67%, cotado a R$ 5,1965. Na semana, a divisa avançou 1% ante o real. A moeda norte-americana ganhou força após o discurso de Warsh, acompanhando a valorização global do dólar e a alta dos rendimentos dos Treasuries. Segundo análises, a cotação permaneceu na faixa de R$ 5,14 a R$ 5,16 durante boa parte da semana, aproximando-se de R$ 5,20 nesta sexta-feira em reação aos acontecimentos de Jackson Hole.
Wall Street também sofreu com o tom mais hawkish do presidente do Fed. O Dow Jones caiu 0,02%, encerrando aos 53.559,99 pontos; o S&P 500 registrou baixa de 0,25%, aos 7.711,76 pontos; e o Nasdaq recuou 0,52%, fechando aos 26.402,42 pontos.
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