Ibovespa cai 1,5% com queda de petroleiras, mas semana fecha com leve alta
O Ibovespa aprofundou suas perdas nesta sexta-feira, 24, encerrando o pregão com queda de 1,52%, aos 174.041,95 pontos. O recuo foi impulsionado principalmente pelo desempenho negativo das ações de maior peso na carteira teórica do índice, com destaque para as petroleiras e o setor financeiro.
A queda dos preços do petróleo foi o principal responsável pela pressão sobre o mercado. O contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional e com vencimento em setembro, fechou em baixa de 3,88%, a US$ 96,78 o barril, na Intercontinental Exchange em Londres. Em resposta a este movimento, Petrobras registrou desempenho negativo em ambas as suas ações preferenciais: PETR3 caiu 2,36%, fechando a R$ 47,55, enquanto PETR4 registrou baixa de 1,72%, a R$ 42,21.
Vale também contribuiu para o recuo do índice. A companhia, que detém 11% de participação na carteira teórica do Ibovespa, encerrou o dia com queda de 0,58%, fechando a R$ 75,24. O movimento acompanhou a trajetória do minério de ferro, com o contrato mais líquido da commodity para setembro apresentando baixa de 0,13%, atingindo 746 yuans, equivalentes a US$ 110,19 por tonelada, em Dalian, na China.
O setor financeiro também exerceu pressão significativa sobre o índice. O Índice Financeiro terminou o pregão com queda de 1,61%, estendendo as perdas da sessão anterior. Bancos, Vale e Petrobras correspondem em conjunto a aproximadamente 50% da carteira teórica do Ibovespa, o que explica o forte impacto de seus desempenhos negativos sobre o índice.
Fora da queda generalizada, ISA Energia registrou a maior desvalorização do dia, com recuo de 7,16%, fechando a R$ 26,46, após precificação de sua oferta de ações. A companhia de transmissão de energia levantou R$ 1,2 bilhão com a oferta.
Embora o pregão de sexta-feira tenha sido negativo, o Ibovespa acumula ganho de 0,19% na semana. No câmbio, o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0809, com queda de 0,06%. Nos últimos cinco pregões, o dólar apresentou recuo de 0,59%.
Os investidores também reagiram às novas medidas tarifárias dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira, foi anunciada uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, que se soma à sobretaxa de 25% que entrou em vigor na última quarta-feira, 22. De acordo com a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, apesar da agressividade da política protecionista norte-americana, o impacto prático não recaiu de forma indiscriminada sobre toda a produção exportadora brasileira. Na avaliação de especialistas, a dupla tarifação já vinha sendo amplamente precificada pelos investidores ao longo das últimas semanas, o que limitou os impactos práticos na bolsa brasileira.
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