Ibovespa sobe 1,30% com Petrobras em destaque e dólar em queda
O Ibovespa encerrou o primeiro pregão de setembro nesta terça-feira, 1º, com alta de 1,30%, fechando aos 179.722,48 pontos. O principal índice acionário da B3 oscilou entre a mínima de 177.299,50 pontos e a máxima de 181.060,89 pontos, registrando avanço de 2,05% na máxima. O volume financeiro somou R$ 21,6 bilhões. A performance marcou a décima alta consecutiva do índice, destoando da aversão a risco observada nos mercados internacionais, enquanto as bolsas americanas encerraram a sessão em queda.
A Petrobras foi o principal destaque positivo do pregão, com forte desempenho alinhado à valorização do petróleo Brent no mercado internacional. A ação PETR3 avançou 4,14%, fechando a R$ 40,29, enquanto PETR4 disparou 4,11%, chegando a R$ 46,87 e se tornando o papel mais negociado da B3. O setor financeiro também contribuiu para os ganhos, com o Índice Financeiro (IFNC) subindo 1,63%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1557, em queda de 0,47%. A moeda americana desacelerou no pregão, refletindo o movimento de valorização dos ativos domésticos.
Por trás do desempenho positivo da bolsa brasileira está o cenário eleitoral acirrado à Presidência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com as últimas pesquisas apontando uma redução na diferença entre os candidatos. Além disso, os desdobramentos envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, contribuíram para a leitura de que a oposição pode melhorar nas próximas pesquisas eleitorais, alimentando o que o mercado chama de "trade eleitoral".
No cenário econômico, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 0,5%, com desempenho desigual entre setores. Enquanto a agropecuária e a indústria extrativa registraram crescimento positivo, setores mais cíclicos perderam força, com a indústria de transformação sentindo o peso da taxa de juros elevada. De acordo com o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, "a indústria de transformação sentiu o peso da taxa de juros, e essa combinação de estímulos do governo com desemprego mais baixo ainda favorece a área de serviços. Portanto, é uma economia que ainda segue por conta de renda, agropecuária e indústria extrativa".
Padovani ressalta que a expansão do PIB foi puxada por segmentos menos afetados pelos ciclos econômicos. A expectativa do Banco BV é de que os efeitos da agropecuária diminuam no terceiro trimestre, enquanto o impacto do aperto monetário continue se espalhando pela economia. O banco projeta expansão de 0,2% para o PIB do terceiro trimestre na margem, o que seria compatível com um crescimento de 1,9% do PIB no ano.
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