Ibovespa cai 1,24% com tarifas dos EUA; dólar sobe para R$ 5,09
O Ibovespa encerrou a sessão de quinta-feira em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos. O índice de referência do mercado acionário brasileiro oscilou entre a mínima de 173.536,57 pontos e a máxima de 176.011,31 pontos ao longo do pregão. O volume financeiro negociado somou R$ 18,92 bilhões.
O desempenho negativo do índice foi impulsionado principalmente pela pressão sobre ações de grande peso. Vale, Petrobras e os principais bancos, incluindo Itaú Unibanco, foram responsáveis pelas maiores pressões sobre o mercado acionário no encerramento da sessão.
O principal fator de impacto para o mercado foi o anúncio das novas tarifas comerciais americanas. Os Estados Unidos anunciaram, no final da noite de quarta-feira, a imposição de tarifas de 25% sobre muitas importações do Brasil. Simultaneamente, divulgaram uma lista de exceções mais ampla do que o esperado. As novas tarifas devem entrar em vigor em 22 de julho.
A aversão ao risco no mercado internacional contribuiu para ampliar as pressões sobre os ativos brasileiros. As bolsas de Nova York fecharam em queda, com o setor de semicondutores como o mais penalizado, na esteira dos resultados trimestrais da TSMC. O Dow Jones recuou 0,2%, aos 52.552,97 pontos. O S&P 500 cedeu 0,51%, a 7.533,74 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 1,47%, nos 25.881,95 pontos. O movimento ocorreu diante da cautela no mercado após dois dias de alívio em meio a sinais de desaceleração da inflação nos EUA.
As commodities também sofreram pressão. O petróleo WTI para agosto, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 0,82%, a US$ 78,95 o barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 0,85%, a US$ 84,23 o barril. O produto operou com forte volatilidade e dentro de uma faixa estreita, conforme investidores digerem os desdobramentos no Oriente Médio e as movimentações dos houthis do Iêmen no conflito.
A moeda americana exibiu alta firme frente ao real e flertou com fechamento na casa de R$ 5,10. O dólar encerrou a sessão em R$ 5,09. A valorização foi impulsionada pela aversão ao risco no exterior, em um quadro de desconfiança com o setor de inteligência artificial e de incertezas em torno do desenrolar da guerra no Oriente Médio. Ao ambiente externo desfavorável a divisas emergentes somou-se o desconforto com a confirmação da imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.