Bolsas europeias fecham em alta com queda do petróleo; ações expostas ao Brasil caem
As bolsas da Europa fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, refletindo a queda dos preços do petróleo diante dos esforços diplomáticos para evitar uma escalada nas tensões entre o Irã, de um lado, e Israel e os Estados Unidos, de outro.
Delegações da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia se reuniram com autoridades do Irã em uma tentativa de frear os confrontos. Os esforços para reduzir as pressões no Oriente Médio levaram à queda do petróleo nesta segunda-feira, elevando o apetite por risco dos investidores. Apesar disso, o setor de energia avançou 2,9%, refletindo o impacto positivo de uma perspectiva de maior estabilidade geopolítica.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,80%, aos 640,86 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,72%, a 10.767,33 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,03%, a 25.440,83 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve ganho de 0,83%, a 7.847,32 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,29%, a 49.186,81 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,21%, a 19.030,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou queda de 0,75%, a 9.175,73 pontos.
No entanto, ações de empresas europeias com exposição ao Brasil sofreram quedas significativas após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições, realizado no domingo. O Santander desabou 3,16% em Madri. O Brasil é o segundo maior mercado do banco espanhol, respondendo por 15% do lucro em 2025 e um ganho antes de impostos de 3,22 bilhões de euros. A Telefonica fechou em queda de 6,58%, enquanto a Galp despencou 10,93% em Lisboa.
Entre outros destaques, a Bayer avançou cerca de 3% em Frankfurt após obter na China sua primeira aprovação global para medicamento de prevenção de acidente vascular cerebral (AVC).
No aspecto político europeu, as atenções se concentram nos desdobramentos da crise francesa. Nesta segunda-feira, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o governo anunciará "medidas concretas" para atender às demandas dos estudantes após semanas de protestos. O mercado também aguarda as decisões de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta semana.
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