Bolsa pode cair 10% após eleições; veja riscos e oportunidades
Com o resultado das eleições presidenciais de 2026 definido, o mercado financeiro se prepara para possíveis oscilações na Bolsa, no dólar e nos juros futuros na primeira sessão após o segundo turno. Durante transmissão especial da Suno sobre o pleito, especialistas analisaram os riscos para os investimentos e as oportunidades que podem surgir diante de uma eventual reprecificação dos ativos brasileiros.
Entre os principais pontos de atenção estão a situação das contas públicas, as expectativas para os juros, o comportamento do câmbio e os efeitos do custo do crédito sobre empresas e consumidores. Embora a reação inicial do mercado possa ser intensa, os participantes da transmissão destacaram que decisões de investimento precisam considerar os fundamentos dos ativos e os objetivos de longo prazo.
Na avaliação de Tiago Reis, fundador da Suno, o mercado pode passar por uma revisão expressiva de preços na primeira sessão após o segundo turno. O especialista mencionou a possibilidade de uma queda de aproximadamente 10% na Bolsa brasileira, embora tenha ressaltado que a estimativa poderia mudar até a abertura dos negócios. "A bolsa aí deve abrir uma queda de uns 10%, obviamente que é o que a gente está vendo agora, até amanhã pode ser outro número", afirmou Reis.
Segundo o fundador da Suno, o comportamento das ações dependerá da percepção dos investidores sobre os riscos econômicos, especialmente a trajetória fiscal e as perspectivas para os juros. Reis destacou que uma eventual queda do Ibovespa não significa que todas as empresas apresentarão o mesmo desempenho. Companhias exportadoras, por exemplo, podem reagir de maneira diferente das empresas mais dependentes da atividade doméstica.
Reis citou a Vale como exemplo de companhia que pode se beneficiar de um dólar mais valorizado, uma vez que parte de suas receitas está vinculada ao mercado internacional. O efeito sobre as ações, entretanto, também depende dos custos, do endividamento e das condições de mercado.
Mesmo após a valorização registrada desde o primeiro turno das eleições presidenciais, as small caps ainda podem oferecer oportunidades aos investidores. A avaliação é de João Daronco, head de ações da Suno Research, que considera que as empresas de menor capitalização na Bolsa brasileira continuam apresentando potencial, especialmente diante das expectativas para os juros.
Daronco explicou que as small caps não acompanharam integralmente a valorização do Ibovespa ao longo do ano, movimento impulsionado principalmente pela entrada de investidores estrangeiros. Após o primeiro turno, algumas dessas ações chegaram a registrar valorizações próximas de 50%. Apesar da recuperação, o analista acredita que ainda existem oportunidades no segmento.
As small caps são empresas de menor valor de mercado, geralmente mais expostas à economia doméstica. Por isso, tendem a apresentar maior sensibilidade às mudanças nas taxas de juros, que afetam tanto seus custos de financiamento quanto as expectativas de crescimento. Quando os juros estão elevados, empresas que dependem de crédito enfrentam custos maiores para financiar suas operações e projetos de expansão. Ao mesmo tempo, investimentos de renda fixa se tornam mais atrativos, reduzindo o interesse por ativos considerados mais arriscados.
Em um cenário de queda dos juros, a dinâmica pode se inverter. O financiamento tende a ficar mais barato, enquanto as perspectivas de crescimento e os preços das ações podem melhorar. Daronco destacou que o índice de small caps reúne uma proporção maior de empresas voltadas ao mercado brasileiro, diferentemente de parte do Ibovespa, que concentra grandes exportadoras e companhias ligadas a commodities. "É um índice muito mais doméstico do que voltado para o exterior, do que voltado para exportações", afirmou.
Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.