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Anthropic lança Claude Fable 5 para software e pesquisa científica

🕐 09/06/2026 às 18:17 👁 376 visualizações
Anthropic lança Claude Fable 5 para software e pesquisa científica
A Anthropic lançou o Claude Fable 5, primeiro modelo de uso geral da nova categoria Mythos, que a empresa diz ser estado da arte na maioria dos testes de capacidade de IA. Junto veio o Mythos 5, versão com menos salvaguardas voltada à pesquisa científica e a parceiros de governo.

A Anthropic anunciou em 9 de junho de 2026 o lançamento do Claude Fable 5, primeiro modelo de uso geral da nova categoria Mythos — patamar que a empresa posiciona acima da linha Opus. Segundo a companhia, o Fable 5 atinge o estado da arte em quase todos os benchmarks de capacidade de IA que testou, com destaque para engenharia de software, trabalho de conhecimento, visão computacional e pesquisa científica. A empresa afirma ainda que a vantagem do modelo cresce à medida que as tarefas ficam mais longas e complexas.

Ao lado do Fable 5, a Anthropic apresentou o Claude Mythos 5, que roda sobre o mesmo modelo, mas com parte das salvaguardas removida. Essa versão é direcionada a usos mais sensíveis e começou a ser distribuída no Project Glasswing, uma colaboração com o governo dos Estados Unidos, substituindo a versão anterior, chamada Mythos Preview.

No Claude API, o Fable 5 chega pelo identificador claude-fable-5, com custo de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída — menos da metade do preço do Mythos Preview. Nos planos de assinatura, o modelo fica incluído sem custo adicional para Pro, Max, Team e Enterprise por assento entre 9 e 22 de junho; a partir de 23 de junho, passa a consumir créditos de uso, até que a empresa o inclua de forma padrão quando houver capacidade.

Na engenharia de software, a Anthropic afirma que o Fable 5 obteve a maior pontuação entre os modelos de fronteira na avaliação FrontierCode, da Cognition, operando em esforço médio. A empresa cita o caso da Stripe, que teria usado o modelo para migrar uma base de código de 50 milhões de linhas em Ruby, comprimindo meses de trabalho em poucos dias e substituindo mais de dois meses de trabalho manual. O modelo também seria mais eficiente no uso de tokens do que as versões anteriores do Claude.

Empresas de desenvolvimento que testaram o modelo de forma antecipada reforçaram esse posicionamento. Michael Truell, presidente-executivo da Cursor, disse que o Fable 5 é "estado da arte no CursorBench" e abriu "uma classe de problemas de longo horizonte". Mario Rodriguez, diretor de produto do GitHub, relatou "tarefas de programação de longo horizonte com autonomia e confiabilidade que superaram os benchmarks anteriores". Scott Wu, presidente-executivo da Cognition, afirmou que é "o modelo de maior pontuação no FrontierBench" e que "se destaca em raciocínio de longo horizonte".

No trabalho de conhecimento, a Anthropic diz que o Fable 5 alcançou a maior pontuação de qualquer modelo no Hebbia Finance Benchmark, voltado a tarefas de nível sênior, e que "praticamente gabaritou" as avaliações de análise de trading da IMC. Izzy Miller, líder de pesquisa de IA da Hebbia, afirmou que o modelo foi "o primeiro a passar de 90%" no principal benchmark de análise da empresa, "um salto de 10 pontos sobre o Opus". Damian Miraglia, da Palantir, descreveu o Fable 5 como "o modelo mais forte com foco em finanças", e Yusuke Kaji, gerente-geral de IA para negócios da Salesforce, destacou que o modelo "reflete sobre o próprio trabalho e o valida", tornando "possíveis operações altamente autônomas". A companhia também relata ganhos no raciocínio sobre documentos e na interpretação de gráficos e tabelas.

Em visão computacional, a Anthropic afirma que o modelo consegue extrair números precisos de figuras científicas detalhadas, reconstruir o código-fonte de um aplicativo web apenas a partir de capturas de tela e até jogar Pokémon FireRed usando somente a visão, com um sistema de apoio mínimo — algo que, segundo a empresa, exigia estruturas auxiliares complexas nos modelos anteriores.

A memória de longo prazo também teria avançado. Em testes com o jogo Slay the Spire, o modelo apresentou desempenho três vezes melhor que o Opus 4.8 — o modelo de ponta anterior da empresa — quando equipado com memória persistente baseada em arquivos, chegando ao ato final três vezes mais vezes. De forma autônoma, o sistema teria criado uma simulação do sistema solar capaz de prever eclipses a partir de princípios físicos, construído fábricas no jogo Factorio, projetado modelos 3D para impressão e gerado uma simulação de fluidos sincronizada a uma remixagem de música clássica.

É na pesquisa científica, porém, que a Anthropic concentra as alegações mais ambiciosas — boa parte delas ligada ao Mythos 5, configurado para esse tipo de uso. No design de medicamentos, a empresa afirma uma aceleração de cerca de dez vezes em etapas do processo: de 14 alvos de proteínas avaliados, 9 geraram "fortes candidatos" para o desenvolvimento de fármacos, incluindo alvos relacionados a checkpoints imunológicos, sinalização de fatores de crescimento, doenças neurodegenerativas e doenças musculares.

Em biologia molecular, a Anthropic descreve o Mythos 5 como o primeiro modelo a "produzir de forma consistente hipóteses científicas novas e relevantes". Em comparações cegas com modelos da classe Opus, cientistas teriam preferido as hipóteses do Mythos em cerca de 80% das vezes; uma delas, sobre o mecanismo de uma proteína da bactéria E. coli, teria sido corroborada por um estudo independente já publicado.

Em genômica, a empresa relata mais de uma semana de trabalho majoritariamente autônomo do modelo sobre dados de célula única de milhões de células em 138 espécies animais. O Mythos 5 teria projetado e treinado seu próprio modelo de aprendizado de máquina para identificar células que exercem a mesma função em organismos distantes entre si — um sistema que, apesar de ser cem vezes menor, teria superado um modelo recente publicado na revista Science.

A Anthropic dedica parte do anúncio à segurança. A empresa afirma que o nível de comportamento desalinhado do modelo é baixo, semelhante ao do Opus 4.8, considerando tanto ações enganosas quanto a cooperação com tentativas de uso indevido. Para liberar capacidades sensíveis, o Fable 5 conta com classificadores de segurança em três frentes: cibersegurança, biologia e química, e tentativas de destilação do modelo.

No campo da cibersegurança, a empresa diz que mais de mil horas de testes externos de um programa de recompensas por falhas não encontraram nenhum "jailbreak universal" — um contorno capaz de neutralizar por completo as salvaguardas — e que uma avaliação independente classificou o modelo como "o mais robusto já testado". Diante de pedidos diretos de conteúdo nocivo, afirma a Anthropic, o modelo não atendeu a nenhuma de 30 técnicas públicas de jailbreak testadas.

Nas áreas de biologia e química, a maioria dos pedidos é redirecionada para o Opus 4.8 — assim como tentativas sinalizadas de destilação, prática que a empresa diz já ter detectado em larga escala com origem em países autoritários. Em um teste citado, o modelo previu a montagem do invólucro de vírus adeno-associados (AAV) a partir de candidatos não publicados da Dyno Therapeutics, superando modelos especializados em linguagem de proteínas usando apenas raciocínio biológico. Segundo a Anthropic, os classificadores são acionados em menos de 5% das sessões, em média, e mais de 95% delas não passam por nenhum redirecionamento. Os dados do tráfego da classe Mythos ficam retidos por 30 dias, não são usados para treinar novos modelos e todo acesso humano a eles é registrado.

O Fable 5 já está totalmente disponível no Claude API e nos planos Enterprise baseados em consumo, enquanto a liberação nas assinaturas segue o cronograma escalonado. Já o Mythos 5 tem acesso restrito: além do Project Glasswing, voltado à cibersegurança, a empresa pretende habilitar nas próximas semanas um grupo pequeno de pesquisadores de ciências da vida — com as salvaguardas de biologia e química removidas, mas mantendo as de cibersegurança — e planeja ampliar gradualmente um programa de acesso confiável.

O lançamento dá sequência à categoria Mythos, que a Anthropic posiciona acima da linha Opus e que estreou com o Mythos Preview em abril de 2026. Com o Fable 5, a empresa leva esse patamar de capacidade ao uso geral; com o Mythos 5, abre — de forma controlada — as portas para aplicações em segurança e pesquisa científica de fronteira.

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Fontes
🔗 Anthropic (fonte principal) 🔗 Anthropic: Claude Fable 5 and Claude Mythos 5

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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