Flávio promete anistia a Bolsonaro ainda na transição, se eleito
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28) que, caso seja eleito presidente, pretende trabalhar pela aprovação de uma anistia para o pai, Jair Bolsonaro, ainda durante o período de transição, antes de assumir o Palácio do Planalto. A declaração foi feita durante sabatina da TV Globo.
Flávio contestou a condenação do ex-presidente pela tentativa de golpe de Estado e considerou injusto o processo que levou à sua prisão. "Ele foi julgado pelos seus inimigos", afirmou o senador ao ser confrontado com as acusações que fundamentaram a condenação.
Ao rejeitar a caracterização de uma organização criminosa armada envolvida nos atos de 8 de janeiro, Flávio argumentou que "as pessoas que estavam naquele oito de janeiro nem se conheciam, nunca se viram na vida. E armada, não foi encontrada uma arma no oito de janeiro". O candidato também questionou a responsabilização de Jair Bolsonaro pela depredação das sedes dos Três Poderes enquanto estava fora do país, descrevendo o crime imputado como "uma depredação de patrimônio público por wi-fi".
Durante a entrevista, jornalistas lembraram depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas sobre discussões relacionadas a uma ruptura institucional no governo Bolsonaro. Flávio contestou os relatos e voltou a defender a possibilidade de anistia para crimes contra o Estado Democrático de Direito. "Eu, como presidente da República, vou fazer, vou trabalhar pra que a anistia seja feita ainda na transição", declarou.
Segundo Flávio, se a medida não for aprovada durante o período de transição, a alternativa será conceder indulto aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A proposta colocaria a anistia entre as primeiras articulações políticas do senador após uma eventual vitória eleitoral, antes mesmo da posse presidencial.
Na mesma entrevista, Flávio afirmou que seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, não teve culpa no processo das tarifas promovido pelo governo dos Estados Unidos. Eduardo é investigado no Brasil por atuar de maneira a interferir no processo decisório para sobretaxar mercadorias do país.
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