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CPLE3 Companhia Paranaense de Energia

R$ 14,69
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Sobre a empresa

A Copel (Companhia Paranaense de Energia) é uma empresa brasileira de capital misto, controlada pelo governo do estado do Paraná, que atua de forma integrada no setor elétrico nacional. Suas operações abrangem a geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, além de serviços de telecomunicações por meio de subsidiárias. Na geração, a empresa opera um portfólio diversificado que inclui usinas hidrelétricas, termelétricas e fontes renováveis como eólica e solar. Na distribuição, atende a uma ampla base de clientes residenciais, comerciais e industriais em praticamente todo o território paranaense, sendo uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Brasil em área de concessão. Negociada na B3 sob o ticker CPLE3, a Copel figura entre as maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com presença relevante também no segmento de transmissão, operando linhas de alta tensão que integram o Sistema Interligado Nacional. A companhia passou por um processo de transformação societária nos últimos anos, com movimentos voltados à redução da participação estatal direta e maior abertura ao mercado de capitais, processo conhecido como "desestatização". Por meio de sua subsidiária de telecomunicações, a Copel Telecom, a empresa oferece serviços de conectividade a clientes corporativos e residenciais no Paraná, ampliando seu portfólio além do setor elétrico tradicional e consolidando sua posição como um dos grupos de infraestrutura mais relevantes da região Sul do Brasil.

📊
Página Oficial
Relacionamento com Investidores
ri.copel.com
Dados do Dia
Abertura
R$ 14,59
Máxima
R$ 14,90
Mínima
R$ 14,57
Volume
10.619.200
Máx 52 semanas
R$ 17,13
Mín 52 semanas
R$ 10,66
Market Cap
R$ 43,36B
Indicadores Fundamentalistas
P/L
00,00
P/VP
00,00
DY 12m
00,00
EPS
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ROE
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Marg. Liq.
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Análise de Companhia Paranaense de Energia (CPLE3)

Copel (CPLE3) oferece histórico sólido de dividendos e setor perene, mas a combinação de FCF negativo, alavancagem de 1,33x PL e DY abaixo do CDI exige cautela no contexto atual de juros elevados.

Leitura: Ativo interessante, mas exige cautela

A nota de dividendos de 71,1 (veredito 'Compra') reflete o histórico consistente de proventos e o setor essencial, validados pela lente Barsi com 94 pontos. As notas mais baixas de Buffett (42) e Lynch (17) capturam o FCF negativo, o crescimento de lucro negativo e a margem fina, que são os principais pontos de atenção para quem busca qualidade de negócio além de renda. A decisão de alocação depende do perfil e do prazo do investidor, especialmente diante da Selic em 14,25%.

Qualidade dos fundamentos de CPLE3

O risco moderado-alto decorre da combinação de alavancagem de 1,33x PL, FCF negativo e queda de 7,8% no lucro, parcialmente compensados pela previsibilidade regulatória, pelo F-Score Piotroski de 6/9 e pelo histórico de lucros positivos em todos os 10 anos disponíveis. A nota Lynch de 17 e a nota Buffett de 42 capturam essas fragilidades de crescimento e de qualidade de caixa. A nota Barsi de 94 e a Graham de 65 refletem a consistência de dividendos e o tamanho da empresa como atenuantes.

Receita cresceu de R$ 21,5 bi em 2023 para R$ 26,1 bi em 2025, expansão de cerca de 21% no período, com crescimento recente de 18,0% ano a ano. Ponto de atenção: o lucro líquido recuou de R$ 2,8 bi (2024) para R$ 2,7 bi (2025), indicando compressão de margens apesar da expansão de receita.

Relação dívida/PL de 1,33 e dívida total de R$ 31,7 bi sinalizam alavancagem relevante. O FCF negativo de R$ 926,6 mi reforça que o ciclo de investimentos consome mais caixa do que o negócio gera livre no período.

Vantagem competitiva (Moderado): Copel (CPLE3) opera em setor regulado de energia elétrica, o que confere receitas previsíveis e barreira de entrada natural. A fragilidade está na margem líquida de apenas 10,0% e no ROIC de 9,2%, que ficam próximos ao custo de capital num ambiente de Selic a 14,25%.

Dividendos: DY de 7,0% com pagamento em todos os 7 anos disponíveis indica histórico consistente. Contudo, o FCF negativo e a alavancagem elevada exigem monitoramento: os dividendos dependem da continuidade do lucro contábil e de eventual desinvestimento ou melhora no capital de giro.

Valuation de CPLE3

Sob estas premissas, o preço atual de R$ 15,53 situa-se dentro do intervalo estimado de R$ 13,5 a R$ 18,5, sugerindo que o papel negocia próximo ao valor justo pelos múltiplos disponíveis. O Número de Graham citado no dossiê é R$ 33,0, o que indica margem de segurança ampla pela ótica conservadora, mas esse resultado é sensível à qualidade do LPA num cenário de lucro declinante.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 13,50 a R$ 18,50.

O intervalo acima é meramente indicativo e construído com múltiplos do próprio dossiê. Sem DCF com premissas auditadas de WACC e crescimento de longo prazo, qualquer valor intrínseco deve ser tratado como referência, não como alvo de preço. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Riscos de CPLE3

  • FCF negativo de R$ 926,6 mi indica ciclo de capex intenso, com risco de pressão sobre dividendos se o lucro contábil não sustentar o payout
  • Dívida/PL de 1,33 combinada com Selic em 14,25% eleva despesa financeira e pode comprimir ainda mais a margem líquida de 10,0%
  • Crescimento de lucro negativo de -7,8% contrasta com expansão de receita de 18,0%, sinalizando descompasso entre volume e rentabilidade
  • Earnings Yield de 6,9% abaixo do CDI de 14,15% implica que o mercado precifica prêmio de crescimento que não se materializou no período recente
  • Momentum no percentil 87 pode refletir movimento técnico de curto prazo não necessariamente sustentado por fundamentos, exigindo acompanhamento dos próximos resultados

Com Selic em 14,25% e CDI em 14,15%, o custo de oportunidade da renda fixa é alto. O DY de 7,0% da CPLE3 não oferece prêmio nominal sobre o CDI, o que pressiona a atratividade relativa do papel em cenários de juros elevados por período prolongado.

Setor elétrico regulado tem ciclicidade baixa em volume de demanda, mas tarifas e resultado financeiro sofrem impacto de ciclos hidrológicos, reajustes de concessão e variações cambiais sobre dívida indexada. O recuo de 7,8% no lucro no período mais recente é ponto de atenção.

Em recessão, a demanda por energia elétrica cai marginalmente, mas a receita regulada amortece o impacto. O risco maior é de deterioração do crédito para refinanciamento da dívida elevada em ambiente de juros altos.

Resultados e o que acompanhar em CPLE3

Receita saiu de R$ 21,5 bi (2023) para R$ 26,1 bi (2025), crescimento consistente. Lucro líquido oscilou: R$ 2,3 bi (2023), R$ 2,8 bi (2024) e R$ 2,7 bi (2025), com pico atípico de R$ 5,0 bi em 2021. A compressão de margem é visível na margem líquida atual de 10,0% frente ao histórico de lucros mais elevados.

  • Evolução do FCF: reversão para positivo seria sinal de melhora na qualidade do lucro e sustentabilidade dos dividendos
  • Margem líquida e EBITDA de R$ 6,7 bi: monitorar se expansão de receita se converte em rentabilidade no próximo ciclo de resultados
  • Nível de alavancagem (dívida/PL): tendência de queda indicada pelo Piotroski é positiva, mas precisa ser confirmada
  • Crescimento do lucro por ação: LPA atual de R$ 0,91 com P/L de 17,0x deixa pouca margem para nova contração

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: se o ciclo de capex se encerrar e o FCF retornar ao positivo nos próximos exercícios, combinado com manutenção de reajustes tarifários favoráveis, a margem líquida poderia se recuperar e sustentar o DY acima de 7,0%, tornando o papel mais competitivo mesmo em cenário de juros altos.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se os juros elevados prolongarem o custo da dívida de R$ 31,7 bi e o crescimento de lucro permanecer negativo, a compressão de margem pode pressionar o payout e reduzir o DY efetivo, deteriorando a principal tese de valor do ativo para investidores de renda.

Para qual perfil CPLE3 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor de renda orientado a dividendos com horizonte de longo prazo, que valoriza o histórico de 7 anos consecutivos de pagamento e o setor perene, Investidor conservador-moderado disposto a tolerar alavancagem elevada em troca de previsibilidade regulatória e yield acima da inflação

Horizonte sugerido: Longo prazo (acima de 3 anos), dado que a tese de valor se constrói sobre consistência de dividendos e eventual desalavancagem gradual, não sobre ganho de capital de curto prazo.

Papel satélite ou de renda dentro da parcela de renda variável, não como posição core de crescimento. A categoria Lynch 'Crescimento Lento' reforça que a contribuição esperada é via proventos, não via expansão de múltiplos.

Com CDI em 14,15% e Selic em 14,25%, o DY de 7,0% da CPLE3 fica abaixo do retorno nominal da renda fixa de baixo risco. Para compensar, o investidor precisa considerar potencial de valorização do papel, reinvestimento de dividendos e proteção relativa contra inflação (IPCA em 4,64%) no longo prazo. A diferença de risco entre os dois ativos é relevante e deve pesar na decisão, que depende do perfil e do prazo.

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