VIX Brasil renova máxima histórica em sessão pré-eleições; Ibovespa salta 2,63%
O S&P/B3 Ibovespa VIX, principal indicador de percepção de risco do mercado brasileiro, registrou nesta sexta-feira seu segundo recorde consecutivo, fechando em 32,77 pontos. Trata-se do maior nível desde a criação do indicador, em 19 de março de 2024. O recorde anterior, de 32,39 pontos, havia sido estabelecido no dia anterior, em 1 de outubro de 2026.
Calculado a partir das opções sobre o Ibovespa, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias. Conforme destaca a B3, o indicador funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado, razão pela qual também é chamado de "índice do medo". É frequentemente acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, especialmente para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.
Segundo a B3, o nível alcançado pelo VIX Brasil nesta quinta-feira indica uma elevada incerteza dos investidores, com possibilidade de oscilação do Ibovespa tanto para cima quanto para baixo. Na metodologia do indicador, níveis acima de 30 pontos são geralmente associados a cenários de maior turbulência e incerteza, marcados por movimentos mais expressivos nos preços dos ativos.
Apesar da volatilidade elevada, o último pregão antes do primeiro turno das eleições foi marcado por ganhos significativos no índice. O Ibovespa fechou com avanço de 2,63%, atingindo 192.114 pontos, o maior nível desde 22 de abril. O giro financeiro no dia foi forte, alcançando R$ 31 bilhões. O índice acumula alta de 5,81% na semana e avanço de 19% no ano.
A sessão foi caracterizada por forte volatilidade e movimentos de gangorra. Pela manhã, impulsionado por dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos que alimentaram apetite por risco nos mercados emergentes, o Ibovespa chegou a subir cerca de 1,8%. Posteriormente, durante a manhã, o índice zerou os ganhos e entrou em território negativo, chegando à mínima de 186.144 pontos, refletindo preocupações com a política doméstica. À tarde, o índice retomou forças e acelerou os ganhos acima de 2%.
Daniel Teles, sócio e especialista da Valor Investimentos, caracterizou o comportamento do mercado como "totalmente reativo ao trade eleitoral". Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do Grupo Axia Investing, apontou que investidores estavam se reposicionando para segunda-feira, montando posições e comprando opções para se posicionar para possível boom do mercado na semana seguinte.
Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, observou que o pregão começou positivo, virou para queda com realização de lucros, e depois retomou os ganhos. Conforme sua análise, dada a forte volatilidade e a expectativa com resultados positivos para candidatos pró-mercado, os investidores retomaram a exposição e passaram a comprar novamente o mercado, especialmente ativos que tendem a ter baixo potencial de queda em caso de resultado negativo nas eleições, como o setor financeiro.
No cômputo individual de ações, apenas quatro papéis do Ibovespa fecharam em queda: Fleury (FLRY3, -1,05%), Copasa (CSMG3, -0,90%), Minerva (BEEF3, -0,51%) e Assaí (ASAI3, -0,09%). Na ponta positiva, Hapvida (HAPV3) foi o grande destaque, com avanço de quase 12%. Petrobras (PETR3 e PETR4) também contribuiu para os ganhos do índice, fechando com alta de cerca de 3%, beneficiada pela descoberta de petróleo em um poço exploratório na Bacia do Amazonas, enquanto o preço do barril Brent fechou praticamente estável.
Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.