VGHF11 lucra R$ 11 milhões e oferece dividend yield de 11,3% ao ano
O VGHF11 divulgou seus resultados de maio de 2026, apresentando um lucro de R$ 10,998 milhões no período, com distribuição de R$ 0,07 por cota aos cotistas. A rentabilidade líquida mensal foi de 10,9%, equivalente ao IPCA menos 0,7% ao ano, calculada sobre a cota patrimonial de abril de acordo com a metodologia usual do fundo.
No acumulado dos últimos 12 meses, os dividendos pagos atingiram R$ 0,92 por cota, correspondendo a uma rentabilidade líquida anual de 11,3%. Em termos reais, essa performance representa o IPCA mais 6,9% ao ano, evidenciando a captura do carrego dos ativos de crédito e da renda dos fundos imobiliários presentes na carteira.
Durante maio, a cota patrimonial recuou R$ 0,16, movimento que refletiu a desvalorização da parcela alocada em FIIs, alinhada à queda de 1,32% registrada no IFIX no mesmo período. Segundo a gestão, essa dinâmica de preços afetou a variação patrimonial do mês.
O fundo mantém duas frentes de alocação em sua estratégia. Na carteira VALOR, majoritariamente composta por cotas de FIIs líquidos, houve vendas líquidas de R$ 2,9 milhões em maio. Apesar da redução nominal, essa estratégia ganhou participação relativa, passando para 52,9% dos Ativos-Alvo ante 52,5% registrado em abril. Na carteira RENDA, concentrada em CRIs, as vendas líquidas somaram R$ 13,5 milhões no mês, resultando em redução de sua participação de 47,5% para 47,1%.
Em junho, após o encerramento do mês de referência, a gestora decretou o vencimento antecipado do CRI Manhattan 161S, que representa 1,68% do patrimônio líquido do fundo. A decisão veio após tentativas de dação em pagamento não avançarem nas negociações com a contraparte. Na prática, a medida permite iniciar a execução das garantias vinculadas ao CRI. Conforme informado pela administração, as garantias possuem valor superior ao saldo devedor da operação, e até o momento não há previsão de provisionar perdas relacionadas a esse investimento.
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