Taxas dos DIs sobem com avanço firme dos Treasuries
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quarta-feira em alta, revertendo uma sequência de quedas consecutivas, em linha com o desempenho firme dos rendimentos dos Treasuries no mercado externo.
A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou o dia em 14,095%, uma elevação de 11 pontos-base em relação ao fechamento anterior de 13,983%. Esse ganho interrompeu uma sequência de sete sessões consecutivas de queda para este contrato. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 ficou em 14,33%, acumulando alta de 16 pontos-base ante o ajuste anterior de 14,171%.
O avanço dos rendimentos dos títulos norte-americanos se manteve firme durante todo o dia, apesar de alguma desaceleração registrada após a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho dos EUA. O indicador de empregos da ADP revelou a criação de 98 mil postos de trabalho no setor privado norte-americano em junho, número inferior aos 118 mil esperados conforme pesquisa da Reuters. O relatório da ADP é publicado antes do relatório de emprego payroll de junho, que foi divulgado na quinta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho. Ressalte-se que o indicador da ADP historicamente tem se mostrado pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado norte-americano.
Durante a manhã, comentários do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, indicando que as expectativas e os riscos de inflação nos EUA diminuíram nas últimas semanas, também contribuíram para desacelerar o avanço dos Treasuries. Mesmo assim, os títulos americanos se mantiveram com ganhos durante a tarde, sustentados pela perspectiva de alta de juros pelo Fed ainda este ano.
Operadores ouvidos pela Reuters apontaram que o avanço dos rendimentos dos títulos norte-americanos foi o principal fator para a alta das taxas dos DIs ao longo de todo o dia. Além disso, alguns investidores aproveitaram para realizar parte dos lucros após as quedas recentes das taxas dos contratos de DI.
No contexto político doméstico, a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg ganhou destaque ao mostrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto. De acordo com a pesquisa, Lula acumula 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Em abril, ambos os candidatos estavam empatados com 48% das intenções de voto.
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