Dow Jones futuro sobe com trégua entre EUA e Irã aliviando tensões no Oriente Médio
Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira, impulsionados por relatos de que Estados Unidos e Irã concordaram em interromper os ataques de retaliação iniciados no fim de semana, abrindo espaço para a continuidade das negociações de paz. O Dow Jones futuro avançava 0,42%, enquanto o S&P 500 futuro subia 0,78% e o Nasdaq futuro ganhava 1,19%.
A semana inicia em clima de cautela, após os Estados Unidos realizarem ataques contra alvos militares iranianos no fim de semana. A ofensiva elevou as tensões no Oriente Médio e reacendeu preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia. A ação militar ocorreu depois de Washington acusar Teerã de promover ataques na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao afirmar em publicação na Truth Social que o país poderia "concluir militarmente o trabalho que começamos com muito sucesso". Ele acrescentou que, caso isso ocorresse, "a República Islâmica do Irã deixará de existir".
Antes dessa trégua, os mercados acumulavam perdas significativas. Até o fechamento de sexta-feira, o S&P 500 acumulava queda de 3% no mês, enquanto o Nasdaq havia recuado mais de 6%. O Dow Jones, por sua vez, havia subido mais de 1% no mesmo período.
Os preços do petróleo sobem nesta segunda-feira após vários dias de ataques e contra-ataques entre os dois países, que evidenciaram a fragilidade do acordo de paz provisório entre eles e voltaram a desacelerar o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 31 centavos, ou 0,43%, para US$ 72,30 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA era negociado a US$ 69,86 por barril, alta de 63 centavos, ou 0,91%.
O tráfego de petróleo havia voltado a desacelerar após novos ataques a embarcações no estreito desde quinta-feira, incluindo um navio-tanque ligado ao Catar, o que desencadeou ataques dos EUA e do Irã na pior escalada desde que os dois países assinaram o acordo de paz provisório. O Brent havia recuado 10,6% na semana passada, registrando sua terceira queda semanal consecutiva, após os embarques de petróleo pelo estreito atingirem, na semana passada, o maior nível desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, no fim de fevereiro.
Analistas do ING observam que ainda há muitos riscos para o mercado de petróleo. "Ainda há muitos riscos para o mercado de petróleo. Mesmo assim, os participantes parecem estar concentrados no que uma recuperação contínua dos fluxos de petróleo significaria para o equilíbrio global", disseram em relatório divulgado hoje. Eles alertam que "essa complacência é estranha e claramente deixa um risco significativo de alta caso a recuperação da oferta seja lenta".
Nos mercados europeus, a maioria dos índices opera em alta. O STOXX 600 sobe 0,08%, o DAX da Alemanha avança 0,17%, o FTSE 100 do Reino Unido ganha 0,01%, o CAC 40 da França recua 0,55%, e o FTSE MIB da Itália sobe 0,49%. Os investidores europeus aguardam nesta semana o encontro anual de banqueiros centrais em Portugal, onde o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fará sua estreia pública fora dos EUA.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam majoritariamente em alta. O Shanghai SE da China avança 1,16%, o Nikkei do Japão sobe 0,15%, o Hang Seng Index de Hong Kong ganha 1,57%, o Nifty 50 da Índia recua 0,52%, e o ASX 200 da Austrália avança 0,68%. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com investidores avaliando o aumento da produção de ferro-gusa na China e a demanda por ingredientes siderúrgicos, enquanto acompanhavam de perto sinais de que as siderúrgicas podem reduzir em breve as taxas de operação dos altos-fornos devido às margens.
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