Safra reposiciona carteira para outubro com foco em resiliência diante da volatilidade eleitoral
O Banco Safra reposicionou sua carteira recomendada de ações para outubro, realizando três substituições estratégicas diante da expectativa de aumento da volatilidade em função do período eleitoral. As mudanças refletem a busca por empresas capazes de atravessar diferentes cenários econômicos, em contexto marcado pelo primeiro e segundo turnos das eleições, juros elevados e incertezas no exterior.
A instituição retirou BTG Pactual (BPAC11) da carteira após uma alta de mais de 15% em setembro, optando por manter distância de nomes diretamente expostos ao ciclo de crédito deteriorado. No lugar do papel, o Safra incluiu B3 (B3SA3), apoiado pela expectativa de melhora nos dados de volumes e receitas no quarto trimestre, considerando o aumento esperado da atividade nos mercados no período.
Em outro movimento, o banco encerrou a exposição em Direcional (DIRR3), diante da piora das expectativas para o segmento de moradia de baixa renda. O espaço foi destinado à Rede D'Or (RDOR3), empresa com histórico de execução que gera valor e elevada qualidade dos ativos, além de uma tese de crescimento secular.
Na sequência de ajustes intrassetoriais, o Safra realizou a troca de Multiplan (MULT3) por Iguatemi (IGTI11), motivada por um valuation mais atrativo e maior visibilidade em relação a gatilhos específicos que podem movimentar o papel. Complementando as alterações, a instituição realizou um ajuste marginal no setor de Utilidades Básicas, reduzindo ligeiramente sua posição em Equatorial (EQTL3) e aumentando a posição em Copel (CPLE3), elevando sua exposição ao segmento de geração.
A carteira do Safra para outubro mantém a diversificação entre setores defensivos e de crescimento potencial. A composição inclui Weg (WEGE3) com 12% de peso no setor de Bens de Capital, Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4) na Siderurgia e Mineração, Petrobras (PETR4) em Petróleo e Gás, além da exposição ampliada em financeiros com B3 em 15% e Caixa Seguridade (CXSE3) em 10%.
Em setembro, a carteira do Safra registrou desempenho positivo de 5,21%, superando o avanço de 5,03% do Ibovespa no mesmo período. A estratégia de outubro reflete uma abordagem similar à adotada por outras casas de análise, que também reforçam a busca por empresas domésticas com fundamentos resilientes, maior previsibilidade de fluxo de caixa, disciplina financeira e capacidade de geração de valor ao longo do ciclo, enquanto mantêm opções de proteção em papéis dolarizados ou mais defensivos para possíveis cenários de maior turbulência.
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