Petróleo despenca 7% com perspectivas de diálogo Irã-EUA e decisão da Opep+
Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda nesta segunda-feira, 2, diante das expectativas de diálogo entre Irã e EUA, por mediadores, para alcançar uma resolução para o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. Simultaneamente, investidores processavam a decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter a meta de produção para dezembro.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 7,63%, recuando US$ 8,66, a US$ 104,77 o barril. O petróleo WTI para dezembro, negociado na Nymex, recuou 7,36%, com redução de US$ 7,66, fechando a US$ 96,46 o barril.
A queda acentuada dos preços ocorre em contexto de expectativas de avanço nas negociações de paz na região. O Irã apresentou um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os EUA, caso Washington atenda às suas exigências. Segundo o país, esse é o fundamento da diplomacia com os americanos, por meio de mediadores. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que o regime iraniano deseja firmar um acordo, embora tenha mantido o cenário em aberto ao declarar: "Vamos ver".
Analistas da Zaye Capital Markets explicam que a queda reflete uma melhora nas expectativas em torno das negociações diplomáticas envolvendo o Irã. "A retomada das discussões traz a esperança de que as hostilidades regionais e as interrupções no escoamento de energia possam, com o tempo, diminuir", afirmam.
Paralelamente, sete produtores da Opep+ concordaram, no domingo, em manter inalteradas suas metas de produção de petróleo para dezembro, preservando os níveis registrados em setembro. A decisão ocorre num momento em que os produtores de petróleo continuam redirecionando suas exportações para contornar o Estreito de Ormuz, após meses de interrupções.
Apesar do cenário de queda, o Goldman Sachs elevou suas previsões para os preços do petróleo, citando riscos persistentes ao fornecimento no Oriente Médio. O banco agora projeta que o Brent terá uma média de US$ 105 o barril em dezembro e de US$ 88 o barril em 2027, valores acima das estimativas anteriores, de US$ 90 e US$ 80, respectivamente.
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