Ouro sobe com otimismo sobre negociações entre EUA e Irã para encerrar conflito
O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 2, revertendo parte das perdas recentes, impulsionado pelo otimismo para uma resolução da guerra no Oriente Médio diante de sinalizações de diálogo por parte dos EUA e do Irã. O mercado também monitora sinais do futuro da trajetória de juros pelo Federal Reserve (Fed), à espera da publicação do payroll no fim desta semana.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 1,81%, a US$ 3.969,60 por onça-troy, enquanto a prata para dezembro avançou 3,27%, a US$ 50,888 por onça-troy. O desempenho positivo dos metais preciosos refletiu a melhora nas expectativas em torno das negociações diplomáticas que envolvem o Irã.
O porta-voz da chancelaria do Irã, Esmail Baghaei, citou um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os EUA, mas condicionou o cenário às ações de Washington. Do lado americano, o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou abertura para negociações, embora tenha deixado o cenário em aberto e reiterado que Teerã não pode ter armas nucleares. Trump afirmou que o regime iraniano quer firmar um acordo, dizendo: "Vamos ver".
O arrefecimento das tensões geopolíticas pressionou os preços do petróleo para baixo e permitiu uma recuperação dos ativos de risco, o que claramente também ajudou o metal precioso, conforme análise da Forex.com. Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda nesta segunda-feira. O petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 7,63%, a US$ 104,77 o barril, enquanto o petróleo WTI para dezembro recuou 7,36%, a US$ 96,46 o barril. A queda reflete uma melhora nas expectativas em torno das negociações diplomáticas, com a esperança de que as hostilidades regionais e as interrupções no escoamento de energia possam, com o tempo, diminuir.
Paralelamente, sete produtores da Opep+ concordaram, no domingo, em manter inalteradas as suas metas de produção de petróleo para dezembro, preservando os níveis registrados em setembro. A decisão ocorre em um momento em que os produtores de petróleo continuam redirecionando suas exportações para contornar Ormuz, após meses de interrupções.
Todavia, investidores em metais preciosos continuam preocupados com a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros, um cenário desfavorável para esses ativos, segundo relatório da Forex.com. A corretora ressaltou que como o patamar de US$ 4.000 foi rompido na semana passada, o caminho de menor resistência para o ouro é de queda.
Apesar do cenário positivo para as negociações, o Goldman Sachs elevou suas previsões para os preços do petróleo, citando riscos persistentes ao fornecimento no Oriente Médio. O banco agora projeta que o Brent terá uma média de US$ 105 o barril em dezembro e de US$ 88 o barril em 2027, valores acima das estimativas anteriores de US$ 90 e US$ 80, respectivamente.
Para o ING, o principal relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll, referente ao mês de outubro, não deve alterar o cenário em torno do aperto monetário pelo Federal Reserve na reunião de dezembro, "a menos que seja absolutamente desastroso".
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