Bolsas europeias operam mistas com alívio do petróleo; Paris sobe apesar de rebaixamento
As bolsas europeias operaram majoritariamente em alta na manhã desta segunda-feira, primeiro dia de negócios do mês, sustentadas pela queda significativa dos preços do petróleo e pela recuperação do mercado americano. O barril do Brent recuava 4% por volta das 8h12, cotado próximo a US$ 108, enquanto o WTI caía 4,3%, abaixo do nível de US$ 100, a US$ 99,58. A redução dos preços de energia refletiu sinais de que o canal diplomático entre Estados Unidos e Irã permanecia aberto, trazendo alívio ao ambiente de negócios global.
O contexto geoeconômico favoreceu os mercados após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmar no fim de semana que o presidente Donald Trump busca a solução pacífica que for mais possível e gostaria de resolver a guerra diplomaticamente. O lado iraniano também se mostrou disposto a manter as vias diplomáticas abertas, reduzindo incertezas relacionadas a conflitos geopolíticos que afetam os preços das commodities energéticas.
Nos principais centros financeiros europeus, os ganhos foram generaliza dos. O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,16%, a 647,77 pontos. A Bolsa de Londres apresentava variação positiva de 0,05%, enquanto a de Frankfurt ganhava 0,28%. Milão avançava 0,53% e Madri apresentava o melhor desempenho, com alta de 1,14%. Paris, apesar de enfrentar pressão externa, conseguia avançar 0,42%.
O desempenho de Paris merecia destaque especial, uma vez que a Fitch Ratings havia rebaixado, na sexta-feira anterior, a perspectiva da classificação de crédito da França de estável para negativa, mantendo a nota A+. Ainda assim, as ações do índice CAC-40 resistiam, com ganhos significativos em setores específicos. ArcelorMittal liderava as altas porcentuais com 1,8%, seguida por Safran com 1,7% e Saint Gobain com 1,6%.
Em Lisboa, o cenário era menos positivo. As ações da Galp Energia cediam 1,2%, limitando os ganhos do índice PSI 20, que perdia 0,34% no horário considerado. A exposição da Galp aos preços do petróleo tornava a empresa sensível às flutuações do Brent, mesmo com a queda favorável de 4%.
No front macroeconômico, os índices dos gerentes de compra (PMI) do setor industrial confirmaram as expectativas. Na Alemanha e no Reino Unido, os PMIs de outubro alinharam-se às leituras preliminares, mantendo sinais de estabilização. O mesmo indicador da zona do euro, porém, superou a projeção inicial, sugerindo sinais um pouco mais positivos para o bloco.
Em Wall Street, os futuros subiam, com o mercado retomando compras de ativos descontados apesar da expectativa em torno do balanço da Apple, que seria divulgado após o fechamento do pregão desta segunda-feira. A expectativa de resultados corporativos, combinada com a proximidade das eleições de meio de mandato nos EUA na terça-feira seguinte, mantinha os investidores em postura cautelosa, mas não impediu o tom positivo das aberturas europeias.
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