IPCA de maio desacelera para 0,58%; inflação em 12 meses atinge 4,72%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do Brasil, registrou alta de 0,58% no mês de maio, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração em relação à variação de 0,67% observada em abril.
Apesar da queda mensal, o indicador acelerou quando analisado no período de 12 meses, atingindo 4,72%, acima dos 4,39% registrados até abril. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a inflação chegou a 3,20%.
O avanço dos preços em maio foi impulsionado principalmente pelos grupos de alimentação, habitação e saúde. A categoria de Alimentação e bebidas registrou alta de 1,33%, respondendo por 0,29 ponto percentual do IPCA e representando aproximadamente metade do resultado total do mês. Dentro da alimentação consumida em casa, os maiores aumentos ocorreram em produtos hortifrutigranjeiros: a batata-inglesa disparou 44,69%, seguida pelo tomate com alta de 20,62% e pela cebola que avançou 16,80%. As carnes também registraram elevação, acumulando variação de 1,39% no período. Em contrapartida, o café moído recuou 2,38% e as frutas ficaram 0,70% mais baratas na comparação com abril.
O grupo Habitação apresentou aceleração significativa, passando de 0,63% em abril para 1,22% em maio. O principal responsável foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e exerceu o maior impacto individual sobre o IPCA do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual. Segundo o IBGE, o aumento das tarifas foi influenciado pela adoção da bandeira tarifária amarela em maio e por reajustes aplicados em diversas distribuidoras pelo país, incluindo as cidades de Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, a variação ficou em 0,90%. Os produtos de higiene pessoal registraram alta de 1,95%, com destaque para os perfumes que ficaram 4,42% mais caros. Os planos de saúde também contribuíram para o resultado ao avançarem 0,50%. Em sentido contrário, Transportes foi o único dos grandes grupos pesquisados a apresentar recuo em maio, com queda de 0,46%, impulsionada principalmente pela redução dos preços dos combustíveis. A gasolina caiu 1,46%, tendo o maior impacto negativo individual do mês e retirando 0,08 ponto percentual do índice IPCA. O etanol apresentou queda ainda maior de 6,20%, enquanto o óleo diesel recuou 2,34%. O gás veicular, por sua vez, avançou 5,81% após ter registrado queda em abril.
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