Infantino desiste de criar empresa para vender participações da Fifa
A Fifa desistiu oficialmente da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa vinculada à entidade que receberia investimento privado de sócios minoritários. O anúncio foi feito por Gianni Infantino, presidente da Fifa, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 31.
Segundo o comunicado atribuído a Infantino, "após ouvir atentamente todas as opiniões, tornou-se claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não estão mais no interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar". O texto reitera que a intenção inicial era "fornecer uma base para fortalecer ainda mais as associações-membro" e que o projeto só seria efetivado com aprovação da maioria.
A Fifa enfrentou forte rejeição interna desde a apresentação do plano, que pegou de surpresa a comunidade do futebol. A Uefa foi a primeira a rejeitar a proposta e ameaçou boicote às competições. Concacaf, que representa América do Norte, Central e Caribe, e a AFC, confederação asiática, também se juntaram aos europeus. A OFC, da Oceânia, e a Conmebol, da América do Sul, adotaram posições menos contundentes.
O projeto original previa a venda de ações a sócios minoritários, que teriam até 20% das participações da empresa. A iniciativa buscava arrecadar 4,2 bilhões de dólares, valor calculado sobre uma estimativa de 20 bilhões de dólares para a subsidiária. De acordo com a cotação atual, esse montante corresponde a aproximadamente 21,3 bilhões de reais.
Infantino indicou a intenção de retomar diálogos com as confederações. "Adiante, minha intenção é reunir todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas no espírito de interesse compartilhado em nosso jogo", afirmou no comunicado. A crise gerada pelo plano, que se estendeu desde terça-feira, levou o presidente a reconsiderar a estratégia de capitalização das associações nacionais de futebol.
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