Ibovespa testa 175 mil pontos com alta do setor financeiro e dólar sobe a R$ 5,16
O Ibovespa continua sua trajetória de recuperação nesta quarta-feira, 26, operando em leve alta de 0,34%, aos 175.165 pontos por volta das 13h no horário de Brasília. O movimento reflete uma leitura mais fraca da inflação brasileira e a valorização consistente das ações do setor financeiro, que têm puxado os ganhos do principal índice da B3.
O cenário internacional também oferece suporte aos ativos brasileiros. A divulgação do balanço da Nvidia está prevista para depois do fechamento do mercado americano, evento que desperta atenção dos investidores globais. No câmbio, o dólar comercial também registra alta de 0,36%, sendo cotado a R$ 5,158.
Este movimento é parte de uma sequência mais ampla de recuperação. Na terça-feira anterior, 25, o Ibovespa havia fechado em alta de 1,55%, aos 174.576,80 pontos, acumulando seu quinto pregão consecutivo positivo. Naquela sessão, o índice havia sido impulsionado pela valorização da Vale, pela disparada dos bancos e por um maior apetite por risco dos investidores. A perda acumulada em agosto foi reduzida para 1,92% com este desempenho.
Na terça-feira, o índice ganhou força adicional nos minutos finais após informação da agência russa Ria Novosti sobre um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Segundo Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, a notícia foi o principal fator que puxou o Ibovespa, com parte da reação representando um acerto de preços após as quedas recentes do mês.
O setor bancário foi destaque na sessão de terça-feira. O Banco do Brasil disparou 5,22%, o Bradesco ganhou 3,13% e o Itaú Unibanco subiu 1,83%, enquanto o Santander teve alta mais modesta de 0,13%. A Vale avançou 2,04%. Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos, afirmou que os bancos estão puxando o índice para cima e foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo, em um movimento de respiro após fortes perdas acumuladas pelo setor.
Na contramão, a Petrobras recuou 1,80%, acompanhando a queda do petróleo no exterior, enquanto a PRIO perdeu 1,20%. O alívio externo ganhou força com a queda dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo. Cada sinal de redução das tensões no Oriente Médio diminui as preocupações com os efeitos da energia sobre a inflação global e, consequentemente, com juros elevados por mais tempo.
Os juros futuros também recuaram ao longo da curva em um ambiente mais favorável aos ativos de risco. O dólar comercial havia fechado em queda de 0,25% naquela terça-feira, a R$ 5,139, na mínima da sessão. Entre os destaques negativos do pregão anterior, a Braskem despencou 13,11%, após anúncio de recuperação extrajudicial em seu último dia no Ibovespa.
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