Ibovespa sobe 1,55% e marca quinta alta seguida aos 174,5 mil pontos
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (25) em alta de 1,55%, aos 174.576,80 pontos, marcando o quinto pregão consecutivo de ganhos. O movimento foi impulsionado pelo retorno do apetite a risco dos investidores e pela performance de papéis estratégicos, especialmente Vale e instituições financeiras. Com esse resultado, o índice reduziu sua perda acumulada em agosto para 1,92%.
A Vale (VALE3) foi um dos principais destaques positivos do pregão, avançando 2,04% (ou 2,05% conforme outro registro), encerrando a sessão a R$ 78,70. O desempenho da mineradora foi particularmente relevante considerando sua participação de 11% na carteira teórica do Ibovespa. O setor bancário também registrou performance expressiva no dia, com o Índice Financeiro (IFNC) subindo 2,71%. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos do segmento, disparando 5,22% para R$ 19,57, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que ganhou 3,13%, e o Itaú Unibanco (ITUB4), que subiu 1,83%. O Santander (SANB11) teve alta mais modesta, de 0,13%. Conforme análise de Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos, o movimento representa um respiro para o setor após fortes perdas acumuladas nos pregões anteriores.
Entre os ativos com maior valorização no Ibovespa, destacaram-se MGLU3 (+8,89%), ASAI3 (+8,18%), CURY3 (+7,49%), RADL3 (+6,93%) e CEAB3 (+6,67%). De acordo com Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o mercado encontrou suporte e liquidez suficientes em grandes companhias, com um fluxo comprador bastante agressivo direcionado à Vale e ao setor bancário, apesar de um peso negativo considerável vindo do setor de energia.
No lado negativo, a Braskem (BRKM5) despencou 13,11% em seu último dia no Ibovespa, após o anúncio de recuperação extrajudicial. Outros papéis que fecharam em baixa foram Petrobras (PETR4), que caiu 1,80% para R$ 41,35, e PETR3, que perdeu 2,05% para R$ 45,98, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. Também registraram quedas EMBJ3 (-1,89%), YDUQ3 (-1,69%), CSNA3 (-1,55%), CMIN3 (-1,51%) e PRIO3 (-1,20%).
O ganho adicional do Ibovespa nos minutos finais da sessão foi reforçado por informação da agência russa Ria Novosti sobre concordância entre Estados Unidos e Irã em um cessar-fogo. Contemporaneamente, Irã e Omã discutiram uma proposta para estabelecer uma rota marítima conjunta temporária através do Estreito de Ormuz, bem como uma missão para remover minas da hidrovia. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Albusaidi, afirmou estar esperançoso de que um corredor em Ormuz e medidas práticas para restabelecer a segurança de navegação sejam anunciados em breve. A sinalização de redução de tensões no Oriente Médio ajudou a reforçar o movimento de recuperação dos ativos brasileiros após a sequência de perdas registrada durante agosto.
No câmbio, o dólar à vista encerrou as negociações em queda de 0,25%, a R$ 5,1404. O dólar comercial fechou em queda de 0,25% também, a R$ 5,139 na mínima da sessão. Os juros futuros recuaram ao longo da curva em um ambiente mais favorável aos ativos de risco. O alívio externo foi reforçado pela queda dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, diminuindo preocupações com os efeitos da energia sobre a inflação global e com juros elevados por período prolongado.
Amanhã, o mercado acompanhará a divulgação da prévia da inflação de agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15). A expectativa entre investidores é de que o índice registre deflação pela primeira vez no ano, devido ao bônus de Itaipu no item de energia elétrica residencial e à sazonalidade favorável de alimentos.
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