Ibovespa sobe 1,22% acompanhando Wall Street; dólar cai para R$ 5,12
O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira em forte recuperação, avançando 1,22% para 172.742,12 pontos. O resultado marca uma reversão significativa após três quedas consecutivas, período no qual o índice havia acumulado um declínio de aproximadamente 2%. Durante o pregão, o índice de referência do mercado acionário brasileiro oscilou entre a mínima de 170.652,87 pontos e a máxima de 172.932,89 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 20,2 bilhões, em um dia que contou com feriado estadual em São Paulo pela Revolução Constitucionalista de 1932, embora a B3 tenha funcionado normalmente.
A alta no Ibovespa refletiu o movimento positivo observado nos mercados internacionais. As bolsas de Nova York encerraram o dia com ganhos, impulsionadas por maior apetite por risco que beneficiou especialmente o setor de tecnologia em Wall Street. O Dow Jones fechou em alta de 0,27%, aos 52.487,41 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,81%, encerrando em 7.543,64 pontos. O Nasdaq teve o melhor desempenho, com alta de 1,3%, fechando em 26.206,89 pontos. O otimismo dos investidores refletiu expectativas de que as hostilidades no Oriente Médio pudessem ter curta duração, alinhado ao aprofundamento da queda nos juros dos Treasuries e dos preços do petróleo.
No cenário doméstico, as ações dos grandes bancos lideraram os ganhos do Ibovespa. As units do BTG Pactual tiveram destaque, avançando 3,21%, impulsionando o setor financeiro. Em contrapartida, a Petrobras figurou na ponta negativa, acompanhando o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. Os preços do petróleo caíram cerca de 2% nesta quinta-feira, pressionados por temores de que o aumento da inflação e outras preocupações econômicas pudessem pesar sobre a demanda global. Este movimento ocorreu apesar das contínuas restrições de oferta, uma vez que o conflito entre Estados Unidos e Irã atrasou a reabertura total do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do abastecimento global de petróleo antes da guerra.
O dólar apresentou desempenho negativo frente ao real, fechando a sessão com queda de 0,48%, aos R$ 5,1238. Este representa o menor valor de fechamento dos últimos três meses, desde 17 de junho, quando atingiu R$ 5,1104. No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra baixa de 6,65% ante o real. A queda da moeda norte-americana alinha-se ao recuo observado em outras divisas no exterior, ainda que persistam preocupações com a possível retomada de ações militares no Oriente Médio.
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