Ibovespa rompe 170 mil pontos com alívio nas tensões no Oriente Médio
O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em alta de 1,21%, aos 170.370,38 pontos, recuperando o nível dos 170 mil pontos após indicações de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O índice oscilou entre a mínima de 168.326,26 pontos e a máxima de 170.749,76 pontos ao longo da sessão, com volume financeiro de R$ 23,62 bilhões.
O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelo aumento do apetite por risco nos mercados globais. Autoridades americanas sinalizaram que o Irã estaria disposto a voltar a receber inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Embora Teerã ainda não tenha confirmado oficialmente a medida, investidores interpretaram o sinal como um avanço nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Segundo Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, a alta superior a 1% foi favorecida principalmente pelo retorno do fluxo estrangeiro. "A alta superior a 1% do Ibovespa ocorre principalmente por conta do fluxo estrangeiro. Sempre que o mercado dá uma descontada, o investidor estrangeiro vê bons ativos no Brasil. Com apetite a risco, vem fluxo de capital", afirmou.
As ações de maior peso na carteira do índice apresentaram desempenho positivo. Itaú Unibanco (ITUB4), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4) operaram em alta durante a sessão. Mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras avançaram: Petrobras (PETR4) subiu 0,95% e Petrobras (PETR3) avançou 0,69%. Vale registrou alta de 0,20%. O contrato do Brent para agosto caiu 3,31%, cotado a US$ 77,90 por barril.
Entre as instituições financeiras, todos os principais bancos fecharam em alta, ajudando a sustentar o avanço do índice. O destaque positivo do pregão foi Azzas (AZZA3), que disparou 10,48% após confirmar a contratação do Morgan Stanley para conduzir a possível venda da marca Farm Rio. TIM (TIMS3) e Magazine Luiza (MGLU3) também figuraram entre as maiores altas, enquanto Suzano (SUZB3), BB Seguridade (BBSE3) e Klabin (KLBN11) apareceram entre os destaques negativos.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as conversas realizadas na Suíça criaram uma boa base para um acordo definitivo, embora ainda existam pontos a serem resolvidos. O avanço diplomático reduziu parte dos temores sobre a oferta global de petróleo.
O dólar comercial recuou no dia, caindo 0,31% e cotado a R$ 5,15, em movimento de correção diante da melhora do ambiente externo e aumento da demanda por ativos de risco. A moeda chegou a operar na faixa de R$ 5,13 durante a tarde, com queda superior a 0,5%.
As bolsas americanas também avançaram após os sinais de progresso nas negociações entre Washington e Teerã. O Dow Jones subiu 0,47%, o S&P 500 avançou 0,61% e o Nasdaq cresceu 0,83%. Apesar do desempenho positivo do Ibovespa, o mercado brasileiro superou o desempenho das bolsas de Nova York durante a sessão.
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