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Ibovespa fecha estável com Petrobras compensando pressão de bancos; dólar sobe a R$ 5,11

🕐 17/07/2026 às 19:00 👁 0 visualizações
Ibovespa fecha estável com Petrobras compensando pressão de bancos; dólar sobe a R$ 5,11
O Ibovespa encerrou esta sexta-feira praticamente estável, com queda de 0,06% aos 173.714,08 pontos, impulsionado pela alta das ações da Petrobras. O índice acumula perdas de 2,33% na semana, primeira em um mês, enquanto o dólar sobe a R$ 5,1112.

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta sexta-feira, com o avanço das ações da Petrobras ajudando a compensar a pressão negativa do setor bancário. O principal índice da B3 recuou 0,06%, aos 173.714,08 pontos, encerrando a semana com perda acumulada de 2,33%, a primeira em um mês. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 173.285,28 pontos e a máxima de 174.504,63 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 23,86 bilhões, em sessão ainda marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

O desempenho frágil do mercado brasileiro foi influenciado por um ambiente global de maior aversão ao risco. Em Nova York, as bolsas fecharam em forte queda, refletindo preocupações dos investidores com os elevados gastos em inteligência artificial e uma nova rodada de vendas em ações de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,77%, o S&P 500 recuou 1,01% e o Nasdaq perdeu 1,40%, encerrando nos 25.520,24 pontos e acumulando perdas de 2,9% na semana. O setor de semicondutores liderou as perdas nos Estados Unidos, com a Nvidia caindo 2,21%, enquanto Intel e AMD recuaram 2% e 1,03%, respectivamente. A Apple chegou a superar a Nvidia em valor de mercado ao longo do dia, mas a fabricante de chips recuperou a liderança antes do fechamento.

As ações da Petrobras foram decisivas para sustentar o índice. A Petrobras PN subiu 2,53% e a Petrobras ON avançou 2,62%, endossadas pela disparada do petróleo no exterior. Entre os bancos, o desempenho foi marcadamente negativo, com o Índice Financeiro encerrando com queda de 0,96%. O Itaú Unibanco PN caiu 1,39%, pressionando o índice. Vale encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,05%. Ações mais sensíveis aos juros também sofreram perdas: Vivara caiu 3,90%, MRV perdeu 3,31%, Direcional recuou 2,75% e Yduqs teve baixa de 2,60%.

O petróleo disparou diante da escalada das tensões no Oriente Médio, com os preços avançando mais de 4% após a continuidade dos ataques entre Israel e Irã no Golfo Pérsico e a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz. O Kuwait acusou Teerã de atingir uma usina de energia e dessalinização de água, aumentando as preocupações com a segurança da região. O petróleo WTI para setembro fechou em alta de 4,47%, a US$ 81,78 por barril, enquanto o Brent para setembro avançou 4,59%, a US$ 88,10. Na semana, os ganhos acumulados chegaram a 14,5% e 15,9%, respectivamente.

No câmbio, o dólar à vista subiu 0,24%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,1112. A moeda americana acompanhou a valorização global do dólar em meio ao aumento das tensões geopolíticas. Apesar disso, o real teve desempenho relativamente melhor do que o de outras moedas emergentes, beneficiado justamente pela forte alta do petróleo. Na semana, a divisa acumulou leve avanço de 0,05%.

Na pauta local, o IBC-Br, sinalizador do desempenho do PIB calculado pelo Banco Central, mostrou resultados que influenciaram o sentimento do mercado. O indicador registrou alta de 0,1% em maio na comparação mensal, acima das projeções de recuo de 0,2%. Na base anual, a prévia do Produto Interno Bruto teve alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,4%. O IBC-Br indicou uma economia ainda aquecida, diminuindo as chances de nova flexibilização da política monetária. Economistas do Bank of America destacaram que a atividade econômica vem oscilando desde fevereiro, após uma expansão mais acentuada entre setembro e janeiro. Os economistas afirmaram que continuam projetando crescimento do PIB de 2,3% em 2026 e que o IBC-Br de maio é consistente com a expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em agosto.

Adicionalmente, o mercado reagiu à imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos na noite da quarta-feira anterior. As taxas se aplicam a milhares de produtos, incluindo açúcar, maquinário agrícola, vestuário, maquinário elétrico, papel e aço, devendo entrar em vigor na quarta-feira seguinte. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que só falará da tarifa após uma manifestação do presidente norte-americano Donald Trump sobre o assunto, afirmando que ninguém vencerá o Brasil com mentiras.

Segundo especialistas, a combinação de fatores pressiona o mercado. Josias Bento, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital, afirmou que o IBC-Br mostrou uma economia ainda aquecida e esse fator diminui as chances de uma nova flexibilização da política monetária. Isso combinado com o tarifaço e as indefinições em relação ao conflito no Oriente Médio trouxeram o Ibovespa para baixo, com o investidor global diminuindo o apetite por risco nos mercados emergentes. Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destacou que o conflito entre Estados Unidos e Irã segue pressionando os ativos diante da incerteza sobre uma solução no curto prazo, enquanto os juros futuros e o dólar permaneceram pressionados no mercado doméstico.

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Ativos mencionados
AAPL AMD GT ITUB4 NVDA PETR4 VALE3 WTI
Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 InfoMoney: Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos 🔗 Money Times: Wall Street pressiona, Ibovespa ‘resiste’ com Petrobras (PETR4) e fecha em leve 🔗 Suno: Ibovespa fecha estável com apoio de Petrobras (PETR4), mas encerra semana em que

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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