BlackRock reduz participação na B3 para aproximadamente 10%
A B3 (B3SA3) comunicou nesta quarta-feira o recebimento de correspondência da BlackRock informando sobre a redução da participação da gestora na companhia. De acordo com o documento enviado pela BlackRock, a venda de ações resultou em uma participação agregada de aproximadamente 9,996% do total das ações ordinárias da B3.
Segundo dados divulgados pela B3, a participação da BlackRock passou a ser composta por 500.308.957 ações ordinárias e 1.379.748 American Depositary Receipts (ADRs), representativos de 4.139.244 ações ordinárias, totalizando 504.448.201 ações ordinárias. Além disso, a gestora detém 26.350.063 instrumentos financeiros derivativos com liquidação exclusivamente financeira referenciados em ações ordinárias, representando aproximadamente 0,522% do total de ações ordinárias emitidas pela B3.
Os dados disponibilizados no site da B3 mostram que fundos administrados pela BlackRock detinham até 10 de junho uma participação de 10,15% na companhia, indicando redução de participação na data informada de 10 de julho de 2026.
A BlackRock esclareceu que o objetivo da participação é estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia. Conforme informado no documento, não foram celebrados pela BlackRock quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela B3.
A comunicação ocorre em momento em que a B3 enfrenta procedimento administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No fim de junho, a Superintendência-Geral do Cade emitiu parecer recomendando a condenação da B3 por práticas anticoncorrenciais, com multa que pode chegar a R$ 100 milhões, além de medidas restritivas. O procedimento, que corre desde 2022, foi iniciado pela CSD BR (Central de Serviços de Registro e Depósito aos Mercados Financeiro e de Capitais S.A.), que reclamou de supostas condutas da bolsa brasileira para dificultar a entrada e expansão de agentes concorrentes. O Cade investigou as práticas da B3 nos mercados de registro e depósito de ativos financeiros e valores mobiliários, além do mercado de registro de seguros e operações supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
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