Ibovespa fecha estável aos 178 mil pontos com queda de Vale e Petrobras
O Ibovespa fechou estável nesta segunda-feira, aos 178.000,24 pontos, mantendo-se no zero a zero após uma sessão marcada por pressões e recuperações. O principal índice da B3 oscilou entre a mínima de 176.783,14 pontos (queda de 0,68%) e a máxima de 178.556,60 pontos (alta de 0,31%), finalizando o pregão sem variação. O giro financeiro somou R$ 18,9 bilhões. Em agosto, o índice acumula estabilidade e, no ano, apresenta alta de 10,47%.
O desempenho do Ibovespa refletiu dinâmicas conflitantes no mercado. De um lado, as ações de commodities exerceram pressão significativa sobre o índice, especialmente Petrobras e Vale. Petrobras ON (PETR3) caiu 0,86%, enquanto Petrobras PN (PETR4) perdeu 0,85%. Vale recuou 2,15%. De outro lado, papéis ligados à economia doméstica avançaram ao longo da tarde, favorecidos pelo fechamento da curva de juros, compensando as perdas iniciais e levando o índice ao equilíbrio.
O recuo do petróleo Brent foi determinante para pressionar o setor energético brasileiro. O Brent caiu 4,73%, encerrando cotado a US$ 83,77 o barril. Este movimento foi provocado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que busca um acordo com o Irã e cancelamento de ataques previstos para o fim de semana. Embora Teerã tenha negado as negociações, o alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio reduziu os receios sobre interrupções no fornecimento global de petróleo e diminuiu as preocupações inflacionárias.
Paralelamente, o minério de ferro também pressionou o desempenho da bolsa brasileira, com queda de 2,85% em Dalian, impactando especialmente as ações da Vale. Segundo análise de Matheus Spiess, da Empiricus, o mercado recebeu positivamente qualquer sinal de redução das tensões no Oriente Médio, mas a forte queda do petróleo acabou penalizando empresas do setor de energia. Para o analista, o fechamento da curva de juros reforça as expectativas de um corte da Selic nesta semana, abrindo espaço para maior apetite por risco nos próximos meses.
Entre os destaques positivos do dia, destacaram-se Hapvida (HAPV3) com alta de 5,59%, Cury (CURY3) com 4,52% e C&A (CEAB3) com 3,60%, todas beneficiadas pelo recuo dos juros futuros. Na ponta negativa, CSN (CSNA3) liderou as quedas com recuo de 6,82%, seguida por Prio (PRIO3) com queda de 3,86% e PetroReconcavo (RECV3) com 3,19%. As ações dos grandes bancos encerraram o pregão em alta.
O dólar comercial fechou em leve queda de 0,10%, cotado a R$ 5,07. Enquanto isso, as bolsas americanas apresentaram forte desempenho: Dow Jones subiu 0,86%, S&P 500 avançou 1,48% e Nasdaq subiu 2,13%, demonstrando maior disposição ao risco nos mercados internacionais que não se refletiu na mesma intensidade no mercado brasileiro.
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