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Ibovespa cai com aversão ao risco global, mas ganhos de petrolíferas limitam perdas

🕐 23/07/2026 às 19:00 👁 0 visualizações
Ibovespa cai com aversão ao risco global, mas ganhos de petrolíferas limitam perdas
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 0,46%, pressionado por bancos e ações cíclicas em meio à escalada de juros futuros, enquanto petróleo Brent ultrapassou US$ 100 com tensões no Oriente Médio.

O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira aos 176.723,62 pontos, recuando 0,46% em uma sessão marcada pela aversão ao risco que dominou os ativos globais. O índice sofreu pressão principalmente das ações de bancos e empresas cíclicas, que se mostraram sensíveis à escalada dos juros futuros, mas ganhos de Petrobras e Vale impediram uma queda ainda mais intensa.

O contexto de tensão geopolítica catalisou a alta do petróleo Brent, que retornou ao patamar de US$ 100 por barril em sua quinta sessão consecutiva de ganhos. As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de punição aos houthis do Iêmen por ataques a navios sauditas, e de um ataque massivo ao Irã, reforçaram as preocupações sobre possível interrupção do fluxo de navios de petróleo nos Estreitos do Golfo Pérsico.

A alta do petróleo beneficiou especificamente as ações de petrolíferas. Petrobras encerrou o dia com PETR3 subindo 1,67%, alcançando R$ 48,70, enquanto PETR4 registrou alta de 0,87%, fechando a R$ 42,95. A Vale, que representa 11% da participação do índice, também apresentou ganho de 0,77%, cotada a R$ 75,68, estendendo os ganhos da véspera.

O desempenho negativo foi liderado por ações cíclicas altamente sensíveis a fatores macroeconômicos. Hapvida sofreu a maior queda, caindo 8,08%, seguida por Totvs com recuo de 6,37%, Assaí com baixa de 4,52% e MRV com perda de 4,27%. No segmento bancário, Bradesco cedeu 1,32% e Itaú Unibanco recuou 0,79%, em movimento de realização de lucros após ganhos na sessão anterior. O Índice Financeiro encerrou com queda de 1,14%.

A curva futura de juros apresentou pressão significativa, com taxas no trecho intermediário subindo aproximadamente 20 pontos-base. Segundo a ferramenta do CME Group, a probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve já supera 80%. Este cenário de aperto monetário se refletiu também na curva de juros local, afetando em cheio as ações cíclicas.

Jonas Goltermann, economista-chefe de Mercados da Capital Economics, destacou que a contínua alta nos preços de energia começa a pressionar os mercados financeiros de forma mais ampla, para além do segmento de títulos. Segundo Goltermann, enquanto os bancos centrais adotam abordagem cautelosa sobre o novo aumento nos preços de energia, há muito espaço para que a turbulência nos mercados aumente caso o conflito entre Estados Unidos e Irã continue escalando.

Os mercados globais também encerram em queda significativa nesta quinta-feira. O Dow Jones caiu 0,97%, o S&P 500 recuou 1,21% e o Nasdaq perdeu 2,15%, atingindo o nível mais baixo desde o início de maio. Segundo Goltermann, os mercados de ações, que até então haviam lidado de forma relativamente tranquila com a retomada das hostilidades no Oriente Médio, também caíram significativamente. Pesou contra as bolsas a resposta desfavorável ao balanço da Alphabet divulgado na quarta, bem como receios sobre o nível de gastos com inteligência artificial que se espalharam por outras companhias.

O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0839, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de queda. Embora tenha fechado com queda de 0,64%, o avanço do dólar foi observado também em cotação anterior de aproximadamente R$ 5,085, acompanhando a busca dos investidores por proteção diante do agravamento das tensões no Oriente Médio.

No lado positivo do índice, além das petrolíferas, Rumo liderou as altas com ganho de 2,35%, fechada a R$ 13,96. Vibra Energia avançou 1,77% e Braskem ganhou 1,65%. O CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor de commodities, subiu 1,45%, refletindo o bom desempenho das commodities no dia.

O desempenho do Ibovespa nesta quinta-feira refletiu a dinâmica característica de uma economia com grande participação de empresas de commodities, que ofereceu certa blindagem ao índice frente às quedas mais intenses observadas nos mercados internacionais. Bancos, Vale e Petrobras correspondem a aproximadamente 50% da carteira teórica do Ibovespa.

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Ativos mencionados
BBDC4 BPAC11 CME GOOGL ITUB4 PETR3 PETR4 VALE3
Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 Exame: Ibovespa cai com bancos, apesar da alta de Petrobras com petróleo a US$ 100 🔗 Money Times: Ibovespa recua com aumento da aversão ao risco global; dólar sobe a R$ 5,08 🔗 Suno: Ibovespa cai com juros e aversão ao risco; Petrobras (PETR4) limita perdas

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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