Ibovespa cai 0,99% e perde os 184 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,19
O Ibovespa encerrou esta quinta-feira em queda de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, acumulando perda de 1.848,18 pontos. Foi a segunda sessão consecutiva de baixa do índice, replicando o recuo de 0,86% registrado no dia anterior. O principal indicador do mercado brasileiro oscilou entre a mínima de 183.834,97 pontos e a máxima de 186.211,43 pontos durante a sessão, movimentando volume financeiro de R$ 19 bilhões.
A queda foi impulsionada pela fraqueza das ações de grande capitalização, especialmente Vale, Petrobras e instituições financeiras. Vale fechou em queda de 1,15%, enquanto Petrobras recuou 0,69% apesar da valorização do petróleo no mercado internacional. Entre os bancos, Banco do Brasil apresentou o maior recuo com queda de 2,84%, seguido por Bradesco com baixa de 1,39% e Itaú Unibanco com perda de 1,18%. Santander se diferenciou do movimento geral e avançou 0,51%.
No segmento de varejo e consumo, Magazine Luiza contrariou a tendência e subiu 2,94%, enquanto Lojas Renner caiu 1,79% e Vivara perdeu 2,42%. A volatilidade refletiu a cautela dos investidores com múltiplos fatores de risco simultâneos.
No mercado de câmbio, o dólar comercial registrou alta de 0,48%, fechando em R$ 5,193, marcando a segunda valorização consecutiva. A aversão ao risco global, amplificada pelo avanço dos juros dos títulos do Tesouro americano e pela incerteza com relação ao cenário eleitoral brasileiro, pressionou a moeda americana para cima. Os DIs, indicadores de juros futuros, também avançaram por toda a curva de prazos.
O ambiente externo pesou significativamente nas operações. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano voltaram a avançar, com o Treasury de 30 anos atingindo o maior nível desde 2004. Dirigentes do Federal Reserve reforçaram ainda a possibilidade de uma nova alta dos juros americanos neste ano. No exterior, investidores também dividiram atenções entre o encontro dos presidentes dos Estados Unidos e da China e a nova alta do petróleo.
No cenário doméstico, o mercado manteve postura cautelosa antes da divulgação de nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. A proximidade do primeiro turno tem ampliado a influência das pesquisas de intenção de voto sobre os preços dos ativos. O Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgado no período, reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 de 2% para 1,8%, enquanto para 2027 a estimativa é de expansão de 1,4%. A autoridade monetária também projeta inflação acima do centro da meta de 3% até pelo menos o primeiro trimestre de 2029.
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