Dólar fecha a R$ 5,07 e acumula queda de 1,79% em julho
O dólar à vista fechou esta sexta-feira, 31, a R$ 5,0704, com leve alta de 0,18%. A cotação refletiu o fortalecimento da moeda americana no mercado internacional, em um pregão marcado por volatilidade técnica e cautela dos investidores diante do cenário global. Durante o dia, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,061 e a máxima de R$ 5,087.
Na semana, o dólar acumula queda de 0,21% sobre o real. No entanto, quando observado o desempenho mensal, a moeda norte-americana apresenta desvalorização mais significativa, de 1,79% em julho, revertendo a tendência de dois meses consecutivos de alta.
Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, o pregão doméstico foi marcado pela volatilidade técnica decorrente da formação da taxa Ptax de fim de mês e pelo atraso na abertura dos negócios na B3. O desempenho do real também acompanhou movimentos do mercado exterior, onde a decisão de juros nos Estados Unidos continuou a reverberar nas operações de câmbio.
O mercado internacional registrou episódios de intervenção cambial. O Banco do Japão pode ter vendido até 58,97 bilhões de dólares em suas últimas medidas para fortalecer o iene. A projeção do BoJ para as condições do mercado monetário para o dia seguinte sugere uma saída líquida de 8,2 trilhões de ienes, em comparação com previsões das corretoras que variam entre um superávit de 1,4 trilhão de ienes e um déficit de 1,73 trilhão de ienes. O Departamento do Tesouro dos EUA informou um grupo de bancos que poderia intervir no mercado do iene nesta sexta-feira e orientou as instituições a estarem preparadas para futuras ações. Esta notícia ajudou a fortalecer a moeda japonesa ante o dólar, que era negociada a 159,09 ienes por dólar por volta de 16h50, após estar cotada a 163,65 no dia anterior.
No indicador técnico mais amplo, o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, subia 0,03%, aos 99.893 pontos, por volta de 17h (horário de Brasília).
Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, voltaram a renovar máximas históricas nos vencimentos de 10 e 30 anos. Este movimento ocorreu após dois dos três dissidentes da última decisão do Federal Reserve defenderem a alta de 25 pontos-base nos juros norte-americanos, que estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
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