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📊 Economia

Açúcar pode ser commodity 'super quente' de 2027, alerta ex-diretor da Wilmar

🕐 14/09/2026 às 19:00 👁 0 visualizações
Ex-executivo da Wilmar aponta que El Niño e redução de estoques na Índia podem desencadear um dos mercados mais bullish dos últimos 20 anos para açúcar, com novos picos de preço esperados.

A combinação de anomalias climáticas e fatores estruturais de oferta pode transformar o açúcar em uma das commodities mais aquecidas de 2027, segundo Jean-Luc Bohbot, ex-diretor de operações de açúcar da Wilmar International. Bohbot, que deixou a empresa de comercialização e processamento de commodities com sede em Singapura no início deste ano após 15 anos no cargo, afirma que os fatores em jogo atualmente podem desencadear um dos mercados mais bullish dos últimos 20 anos.

O El Niño e a redução dos estoques de açúcar na Índia estão criando as condições para esse cenário de alta pressão nos preços. De acordo com Bohbot, o último terço da safra de açúcar no Brasil, maior produtor mundial, será provavelmente afetado pelo excesso de chuvas. A Índia, segunda maior produtora, poderá ser forçada a importar volumes substanciais. O processamento da cana sofreu atrasos devido às chuvas em volume equivalente a cerca de 25 milhões de toneladas no Brasil, e as previsões de mais chuvas em setembro indicam que o atraso atual pode não ser recuperado e pode aumentar.

A produção de açúcar do Brasil poderá cair de 3 a 5 milhões de toneladas neste ano em relação à safra passada caso as chuvas continuem em outubro e novembro. Mesmo após a alta de 20 por cento registrada em agosto, novos picos de preço são esperados. Bohbot destaca que os riscos de escassez não diminuíram durante essa alta; pelo contrário, aumentaram.

Na Índia, a situação é particularmente crítica. O país teve uma monção mediana e irregular, combinada com estoques muito baixos. Segundo Bohbot, existe um déficit local entre oferta e demanda. As exportações indianas desaparecerão completamente, e a Índia poderá se tornar uma importadora ainda maior em 2027. O governo indiano permitiu importações isentas de impostos este ano para melhorar o abastecimento local e tentar moderar os preços.

Os problemas de oferta não se restringem aos principais produtores. O clima quente e seco prejudicou a produção na Europa e na Indonésia. A Tailândia, segundo maior exportador mundial, também enfrentará redução de produção, pois alguns agricultores passaram a cultivar mandioca. Esse cenário de constrangimentos globais de oferta reforça a perspectiva de pressão contínua nos preços do açúcar nos próximos anos.

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Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 Money Times: Riscos podem transformar açúcar numa commodity ‘super quente’ e provocar um dos

Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.

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