Brasil mantém maior juro real do mundo após Copom pausar Selic em 13,75%
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve nesta quarta-feira, 4, a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. A decisão consolidou a posição do Brasil como líder global em juro real, de acordo com levantamento da MoneYou e Lev Intelligence.
Segundo o estudo, o juro real brasileiro está em 9,49%, calculado a partir da projeção da taxa Selic nos 12 meses à frente menos a projeção da inflação para o mesmo período. No ranking internacional, o Brasil se posiciona à frente de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia.
Antes da decisão, havia expectativas variadas sobre o resultado do Copom. Conforme o levantamento, as probabilidades apontavam 50% de chance de corte de 0,25 ponto percentual, 45% de manutenção e 5% de corte de 0,50 ponto percentual. Independentemente da decisão que seria tomada, a posição do Brasil no ranking de juro real não seria alterada.
Em termos de taxa nominal, o Brasil ocupa a quarta colocação, acima de Colômbia, África do Sul e México, mas abaixo de Turquia, Argentina e Rússia.
Jason Vieira, economista-chefe da MoneYou e Lev Intelligence, atribui as movimentações observadas no ranking global a fatores geopolíticos e monetários. "O conflito Irã-EUA nos preços alterou a dinâmica das projeções globais de inflação para os próximos 12 meses e, ao mesmo tempo, continua a movimentar diversas posições no Ranking, dadas posturas mais conservadoras de autoridades monetárias, em meio à imponderabilidade dos eventos", afirmou.
O cenário internacional reflete cautela generalizada entre os bancos centrais. Entre 164 países analisados, 85,98% mantiveram os juros, 9,15% elevaram e 4,88% cortaram. No ranking restrito de 40 países, 85% mantiveram as taxas, 10% elevaram e 5% cortaram.
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