PL oficializa candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado em 2027
O senador Rogério Marinho (PL-RN) oficializou nesta quarta-feira sua candidatura à Presidência do Senado Federal em 2027, anunciando a decisão na sede do Partido Liberal em Brasília. Trata-se da segunda tentativa de Marinho de conquistar o cargo. Em 2023, ele perdeu a disputa para Rodrigo Pacheco.
Durante o anúncio, Marinho dirigiu críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao governo federal, afirmando que, sob seu comando, o Senado não será omisso com o descumprimento das leis, incluindo a de responsabilidade fiscal. O senador também ressaltou que não será candidato com o tema de impeachment de ninguém, mas garantiu que fará cumprir a Constituição e que ninguém está acima da lei.
Marinho informou contar com mais de 40 votos na data de hoje para conquistar a presidência. Para vencer a disputa, o candidato precisará reunir a maioria absoluta dos 81 votos, o que totaliza 41. O senador também criticou a atual condução da Casa Alta, sob responsabilidade de Davi Alcolumbre (União-AP), acusando o presidente atual de tentar conquistar votos para reeleição com recursos e verbas disponíveis.
Em 2027, o Partido Liberal terá 27 senadores na Casa Alta, a maior bancada única. Marinho é líder da oposição no Senado.
A candidatura de Marinho pode enfrentar disputa interna. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que havia sido cotada como possível candidata a vice de Flávio Bolsonaro (PL), também manifestou interesse na presidência do Senado e reafirmou que manterá sua candidatura, querendo ser a primeira mulher presidente da Casa. Na terça-feira, Marinho havia afirmado que os dois mantêm um acordo para evitar concorrer um contra o outro.
Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que Tereza Cristina e Rogério Marinho não vão se enfrentar na disputa pela Presidência do Senado. Segundo Lupion, a disputa só vai ocorrer em fevereiro, quando novos senadores assumem. O deputado federal ponderou que as movimentações atuais visam buscar uma "grande composição" e o nome mais adequado para ter votos tanto da direita quanto do centrão, necessário para fazer frente a Davi Alcolumbre, que é "muito forte" e tem toda estrutura no Senado, onde está como presidente há bastante tempo.
Lupion ressaltou que a direita precisa se organizar para este pleito, concluindo que "Tereza não vai enfrentar Rogério e Rogério não vai enfrentar Tereza". De acordo com o líder da bancada agropecuária, ainda não há discussão sobre qual candidato a FPA apoiará, mas a maioria dos senadores que integram a bancada está mais tendente a apoiar uma eventual candidatura de Tereza Cristina ou Rogério Marinho do que a reeleição de Davi Alcolumbre.
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