Andbank mantém carteira de outubro com potencial de alta de até 49%
O Andbank manteve sem alterações sua carteira recomendada de ações para outubro, composta por dez empresas com peso de 10% para cada papel. A seleção apresenta potencial de valorização de 20,96% para o conjunto, considerando as cotações de 29 de setembro e os preços-alvo para os próximos 12 meses.
A Suzano lidera o potencial de valorização da carteira, com 48,75%, seguida pela Rede D'Or, com 30,10%, e Vale, com 25,44%. A instituição mantém as escolhas em um mês marcado pela disputa presidencial no Brasil e pelas incertezas externas. Segundo o Andbank, os mercados devem permanecer voláteis. No cenário doméstico, o banco destaca o impacto do resultado eleitoral sobre a bolsa. Nos Estados Unidos, aponta a expectativa de nova alta de juros e a pressão sobre o petróleo diante da indefinição do conflito entre americanos e iranianos.
A Suzano permanece como a ação com maior espaço para valorização, com preço-alvo de R$ 66, apesar de um segundo trimestre considerado misto pelo Andbank. A companhia enfrentou queda nos volumes de celulose e pressão sobre custos. Na operação de papel, tarifas, problemas operacionais e despesas maiores prejudicaram o desempenho. Ainda assim, a instituição vê uma oportunidade no preço das ações e espera recuperação dos resultados. O Andbank afirma que a ação segue descontada na Bolsa e que a Suzano já começou a anunciar aumento de preços para setembro, com expectativa de melhora de resultado no terceiro trimestre.
Na Rede D'Or, o destaque é a expansão das margens. Embora o crescimento da receita hospitalar tenha desacelerado, o avanço do valor médio recebido pelos atendimentos ajudou a compensar o menor volume e a redução da ocupação. A operação da SulAmérica também contribuiu, com crescimento de 53% do Ebitda e queda da sinistralidade, parcela das receitas consumida pelas despesas assistenciais. O preço-alvo para RDOR3 é de R$ 48,79.
Para a Vale, o Andbank destaca os maiores volumes de minério de ferro e níquel, a melhora operacional e a geração de caixa. A mineradora registrou fluxo de caixa livre de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre e anunciou dividendos, juros sobre capital próprio e um novo programa de recompra. A atividade fraca na China pressionou os papéis em setembro, mas a instituição considera que a companhia mantém retorno atrativo com proventos.
Além das ações de maior potencial de valorização, a carteira inclui empresas com destaque em dividendos. O Bradesco lidera a projeção de retorno com proventos em 2026, de 10,4%, seguido pela BB Seguridade, com 9,8%, e pela Itaúsa, com 8,5%. Para a carteira de dividendos, o banco estima um dividend yield de 7,85% em 2026, relacionando os proventos estimados ao preço das ações. Além dos pagamentos aos acionistas, a seleção apresenta potencial de valorização de 17,29% em 12 meses.
O Bradesco segue na carteira após apresentar lucro de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, em linha com as expectativas do Andbank. A instituição destaca o crescimento de 12% da carteira de crédito em um ano, concentrado em operações com garantias e menor risco, e a melhora da eficiência operacional. A ressalva está na inadimplência acima de 90 dias, que atingiu 4,3%, principalmente entre pessoas físicas e pequenas e médias empresas. O aumento de capital de R$ 10 bilhões fortalece o balanço para enfrentar um cenário de crédito mais desafiador. Além do retorno estimado com proventos de 10,4%, BBDC4 apresenta potencial de valorização de 25,4%, com preço-alvo de R$ 22,30.
Na BB Seguridade, o desempenho da Brasilseg foi o principal destaque do trimestre, beneficiado pela redução da sinistralidade rural e por efeitos fiscais. A operação de previdência, por outro lado, ficou abaixo do esperado, pressionada pelo resultado financeiro. A companhia aprovou R$ 3,85 bilhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 1,98 por ação, pagos em setembro. Para 2026, o Andbank estima retorno com proventos de 9,8%.
A Itaúsa completa o grupo com as maiores projeções de dividendos. A holding apresentou crescimento do lucro recorrente, apoiado pelo desempenho das investidas, e manteve geração de caixa sólida e trajetória de redução do endividamento. O Itaú também permanece na carteira, com retorno estimado com proventos de 8,2%. A qualidade dos ativos e a solidez do capital são os principais pontos positivos destacados pelo banco.
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