Ágora e Terra Investimentos atualizam carteiras; Telefônica Brasil entra em ambas
A Ágora Investimentos realizou alteração na carteira recomendada de dividendos para novembro, retirando as ações da Allos (ALOS3) e incluindo Telefônica Brasil (VIVT3) em seu lugar.
Segundo a equipe de analistas da Ágora, a dona da Vivo apresenta uma sólida geração de caixa, baixa sensibilidade ao cenário macroeconômico e um perfil defensivo adequado a um ambiente de juros longos mais elevados. A casa de análise destacou que, com a recente mudança de percepção do mercado, a tendência é favorecer empresas com geração de caixa mais imediata e menor exposição ao aumento do custo de capital, características que reforçam a atratividade da companhia.
Os analistas revisaram as estimativas de Telefônica Brasil e deixaram praticamente inalteradas as projeções de receita para 2026 e 2027, com ajustes apenas no mix entre receitas móveis e fixas para refletir novas estratégias comerciais. Além de Telefônica Brasil, a carteira de dividendos da Ágora para novembro é completada por Copasa (CSMG3), Itaú (ITUB4), Caixa Seguridade (CXSE3) e ISA Energia (ISAE4).
A carteira traz as seguintes recomendações: Copasa com peso de 20%, compra, preço-alvo de R$ 78,00 e dividend yield 2026 de 12,0%; Caixa Seguridade com peso de 20%, neutra, preço-alvo de R$ 21,00 e dividend yield 2026 de 8,0%; ISA Energia com peso de 20%, neutra, preço-alvo de R$ 34,00 e dividend yield 2026 de 6,9%; Itaú com peso de 20%, compra, preço-alvo de R$ 45,00 e dividend yield 2026 de 7,9%; e Telefônica Brasil com peso de 20%, neutra, preço-alvo de R$ 36,00 e dividend yield 2026 de 8,4%.
Em outubro, até o dia 28, a carteira de dividendos da Ágora registrou desempenho negativo de 7,6%, ante recuo de 8,2% do Ibovespa.
Concomitantemente, a Terra Investimentos realizou duas alterações na carteira recomendada semanal de ações para o período de 30 de outubro a 6 de novembro, após uma semana de fortes quedas no Ibovespa. Os papéis da Cemig (CMIG4) e Marcopolo (POMO4) deixaram o portfólio, abrindo espaço para a entrada de BB Seguridade (BBSE3) e Hypera (HYPE3).
As saídas ocorreram após a forte queda das ações ativarem o mecanismo de stop loss, acionado para evitar a continuidade das perdas. O analista Régis Chinchila, que assina a carteira, optou por trocas estratégicas. Telefônica Brasil (VIVT3), MBRF (MBRF3) e Suzano (SUZB3) completam a seleção da Terra, com cada ação recebendo peso de 20% no portfólio.
Na última semana, a seleção da Terra teve performance negativa de 5,13%, ante derrocada de 18,07% do Ibovespa até o fechamento de quinta-feira, 29 de outubro. No período, MBRF registrou o pior desempenho, de 12,32%, enquanto Marcopolo registrou perdas de 12,23% e Cemig de 11,32%. Do lado positivo, a única ação a registrar ganhos foi Suzano, com avanço de 15,68%.
Na rentabilidade acumulada em 12 meses, a carteira da Terra registra ganhos de 58,73%, ante desempenho positivo de 13,83% do Ibovespa.
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