Trump promete detalhes sobre acordo com Irã e reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na tarde desta quinta-feira, 4, que observa avanço nas negociações de paz com o Irã, mas recusou-se a fornecer detalhes específicos ao ser questionado por repórteres na Casa Branca. "Vocês ainda vão descobrir sobre o que é o acordo com o Irã, mas posso adiantar que um dos pontos é a reabertura imediata do Estreito de Ormuz", declarou.
Trump negou estar buscando um encontro com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, mas admitiu que uma reunião poderia ocorrer caso um acordo de paz fosse alcançado. "Vamos ver, algumas pessoas sugeriram isso", comentou o presidente.
Em relação ao programa nuclear iraniano, Trump manteve postura intransigente. Reiterou que não negociará as condições para que Teerã interrompa seu programa nuclear e afirmou que os Estados Unidos não precisam de um acordo formal para tomar o urânio enriquecido, embora prefira que a entrega ocorra por vias diplomáticas. "Somente dois países podem transformar o urânio enriquecido em pó, os EUA ou a China", observou. O presidente também enfatizou: "Ao contrário do ex-presidente Barack Obama, jamais permitirei um acordo que deixe o Irã desenvolver uma arma nuclear".
Trump advertiu que a guerra "recomeçará imediatamente" caso o Irã ataque e mate soldados americanos. Sobre o Líbano, o presidente comentou que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e representantes do Hezbollah acerca de como seria hora de encerrar o conflito entre ambos, demonstrando otimismo quanto a um possível acordo.
Minimizando preocupações com aumentos recentes nos preços de gasolina, Trump afirmou que os custos estão "mais baixos agora do que na gestão de Joe Biden".
Os comentários foram feitos durante evento para anunciar medidas de apoio à indústria de carvão nos EUA, com investimentos no valor de 700 milhões de dólares. Segundo Trump, o plano visa reduzir os custos de energia com o "limpo e lindo" carvão e "salvar" fábricas em vários estados. O presidente também mencionou ter tido "boas reuniões" com CEOs da Ford e da General Motors, sem fornecer detalhes adicionais.
Trump criticou projetos de energia renovável, argumentando que fontes energéticas não deveriam precisar de subsídios. "A energia eólica é mais cara do que o carvão, não tem funcionado bem e mata milhares de pássaros por ano", afirmou.
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