Trump barra acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu sua promessa anunciada um dia antes ao impedir que jornalistas da CNN, MS NOW e do site Politico acessem a Casa Branca neste sábado (19). A medida ocorre após o presidente acusar as emissoras e o site de divulgarem notícias falsas.
Os três veículos de imprensa tiveram seu acesso negado na prática quando seus profissionais chegaram à residência presidencial. Akayla Gardner, correspondente da MS NOW na Casa Branca, foi informada por um policial que seu crachá de acesso havia sido desativado ao tentar entrar pela segurança próxima à Ala Oeste, local por onde repórteres normalmente circulam. Quando perguntou os motivos, o agente respondeu que a questão estava acima de sua alçada. Um fotógrafo da MS NOW também foi solicitado a entregar seu crachá, enquanto um produtor da emissora conseguiu permissão para entrar na Casa Branca.
Situação semelhante ocorreu com a CNN cerca de uma hora depois. Betsy Klein, correspondente veterana da emissora, teve seu crachá desativado por um agente de segurança da Casa Branca que conhece há anos. Quando questionado, o agente orientou Klein a entrar em contato com a assessoria de imprensa da Casa Branca para obter mais informações.
As três organizações de imprensa anunciaram que vão contestar judicialmente as proibições. A MS NOW afirmou que "a Casa Branca pertence ao povo americano e as decisões tomadas lá dentro são financiadas com nossos impostos", em comunicado divulgado na rede social X. A CNN declarou ter "um direito, amparado pela Constituição dos Estados Unidos, de exercer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos nem interferências por parte do governo", caracterizando a proibição como "um ataque ilegal a este direito fundamental".
O site Politico também reagiu à medida prometendo "defender vigorosamente" seus direitos. Em comunicado, afirmou que "continuará a fazer uma cobertura imparcial desta Casa Branca e das futuras" e que "defenderá vigorosamente seus direitos garantidos pela Primeira Emenda contra qualquer tentativa de restringi-los".
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