Três fundos da Suno anunciam dividendos com pagamento previsto para julho
Três fundos gerenciados pela Suno Asset divulgaram nesta quarta-feira (15) a distribuição de rendimentos referentes a junho de 2026, mantendo o calendário mensal de proventos aos cotistas. Os pagamentos foram agendados para 24 de julho e seguirão os procedimentos operacionais habituais da administradora.
O fundo agrícola SNAG11 anunciou a distribuição de R$ 0,12 por cota em rendimentos. Com base no preço de fechamento de 30 de junho, cotado a R$ 10,05 por cota, o montante representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,19%. Os investidores que estiverem posicionados ao término do pregão de quarta-feira (15) terão direito ao provento, sendo essa a data-base para recebimento. A partir do pregão seguinte, as cotas serão negociadas na condição de "ex-dividendos", conforme praxe do mercado.
Já o fundo imobiliário SNCI11 comunicou a distribuição de R$ 1,00 por cota em dividendos do mesmo período. Considerando a cotação de R$ 86,00 por cota em 30 de junho, o valor equivale a um dividend yield mensal de 1,16%. A data-base para esse fundo também é 15 de julho, com pagamento igualmente previsto para 24 de julho.
O fundo de fundos SNFF11 anunciou o maior rendimento relativo entre os três, com distribuição de R$ 1,10 por cota. Baseado na cotação de fechamento de 30 de junho de R$ 72,61 por cota, o montante representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,52%. Segundo a gestora, a expectativa é seguir com o pagamento do resultado recorrente nos próximos meses, dentro do padrão operacional do fundo, mesmo durante o processo de incorporação pelo SNME11.
Os rendimentos distribuídos por todos os três fundos permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que sejam cumpridos os requisitos previstos na legislação aplicável aos respectivos fundos. A isenção segue as condições definidas em lei e alcança apenas os investidores que atendem integralmente às exigências legais.
No caso do SNCI11, a gestora manteve a ampliação da carteira de crédito em maio, com destaque para a aquisição de R$ 5 milhões do CRI Mahalo, destinado ao financiamento de um empreendimento residencial em Vila Velha, no Espírito Santo. A carteira também recebeu aportes em CRIs como Ceratti Magna, Bit Barueri, Copagril e LocPay. O spread consolidado da carteira encerrou maio em 3,10%, patamar classificado pela gestora como saudável, ainda que tenha observado uma acomodação em relação aos níveis verificados no segundo semestre de 2025.
O SNCI11 encerrou maio com alavancagem líquida negativa de 9,6% do patrimônio líquido, indicando posição credora líquida. No desempenho do período, a rentabilidade ajustada do mês foi de -1,64%, movimento próximo ao IFIX, que recuou -1,33% no mesmo intervalo. Em horizonte de seis meses, o retorno ajustado acumulado do fundo alcançou 16,48%, superando o IFIX (5,93%), o IFIX Papel (7,89%) e a média dos fundos comparáveis (9,41%).
Para o SNFF11, em maio foi registrado resultado de R$ 2,139 milhões. O resultado distribuível foi de R$ 0,92 por cota, sendo R$ 0,72 provisionados para distribuição e R$ 0,20 mantidos como reserva acumulada distribuível. A administração indicou que essa reserva deverá ser integralmente repassada aos cotistas antes do fim do processo de fusão com o SNME11. A carteira do fundo seguia composta por 73 fundos imobiliários. A gestora estimou cota potencial de R$ 98,30, representando potencial de valorização de aproximadamente 29,8% em relação ao preço de mercado ao fim de maio.
No pregão de terça-feira (14), o SNAG11 registrou volume financeiro aproximado de R$ 3,28 milhões. Ao fim do dia, a cota encerrou com recuo de 0,10%, cotada a R$ 9,89. A sessão ocorreu em meio à atualização de projeções para a produção agrícola nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa para a safra brasileira de grãos 2025/26, agora projetada em 360,1 milhões de toneladas, representando crescimento de 2,2% ante o ciclo anterior, equivalente a um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas.
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