Ternium nega negociações para fechamento de capital da Usiminas
A Ternium negou estar em negociações ou ter aprovado qualquer operação com objetivo de cancelar o registro de companhia aberta da Usiminas (USIM5). A resposta foi dada após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionar a siderúrgica sobre o tema.
O pedido de esclarecimentos da CVM foi motivado pela coluna de Lauro Jardim, publicada em O Globo, que apontava a intenção da Ternium de fechar o capital da Usiminas, operação que dependeria da aprovação dos acionistas minoritários.
Em sua resposta, a Ternium caracterizou a afirmação como inverídica. A controladora esclareceu que "no curso normal dos seus negócios, avalia continuamente alternativas e oportunidades estratégicas relacionadas aos seus investimentos, inclusive em relação à Usiminas". A empresa ressaltou que, caso venha a aprovar futuras operações envolvendo ações da companhia, informará a Usiminas e o mercado em conformidade com a normativa aplicável.
A Ternium assumiu o controle da Usiminas em 2023. No final de 2025, o Grupo NSC, composto pela Nippon Steel e pela Mitsubishi, firmou contrato com a Ternium para se desfazer de sua participação na siderúrgica. Com essa operação, a Ternium comprou 153.135.207 ações vinculadas ao acordo de acionistas detidas pelo Grupo NSC, representando 31,67% do total das ações vinculadas e 21,71% do total de ações ordinárias.
A Ternium e a Nippon Steel passaram anos em desacordo sobre a gestão da Usiminas, conflito que foi solucionado em 2018 com um acordo que previa a alternância de indicações de cada grupo para a presidência-executiva da siderúrgica. Caso um fechamento de capital fosse realizado, o banco Citi alertou para o risco negativo aos acionistas minoritários, incluindo a possibilidade de uma potencial deslistagem sem direito a tag-along e possível ampliação da diferença de preços entre as ações ordinárias e preferenciais da Usiminas.
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